Prefeitura de São Paulo lança programa de apoio ao empreendedorismo tecnológico em mobilidade urbana

(Foto: Sidnei Santos)

(Foto: Sidnei Santos)

Na última sexta-feira (1), ocorreu a segunda etapa do Primeiro Programa de Residência para Startups de mobilidade urbana da cidade de São Paulo, realizado pela SP Negócios em conjunto com o MobiLab – Laboratório de Mobilidade Urbana, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de São Paulo. Cada startup teve cinco minutos para um pitch onde apresentaram seus modelos de negócio, propostas de valores e em seguida perguntas foram direcionadas a cada projeto por uma comissão julgadora.

O objetivo do programa é estimular soluções tecnológicas com potencial de trazer impactos positivos aos desafios relacionados à melhoria da mobilidade urbana. A iniciativa é realizada no âmbito da Tech Sampa, Política Municipal de estímulo à inovação e prevê apoiar 10 startups oferecendo espaço de coworking, mentoria de analistas da SPTrans, CET e SMT, acesso a dados, e apoio técnico durante 3 meses, a se iniciar em 11 de julho de 2016.

Pela iniciativa se vê que claramente há um empenho dos órgãos públicos em aproximar-se dos seus stakeholders. Evidentemente, porque gerir mobilidade urbana requer esforços que vão para além do âmbito de trabalho de apenas uma organização específica. É um trabalho complexo com diversos atores estão envolvidos. Se não por um meio colaborativo, o desenvolvimento de soluções para o caos de transporte que as cidades enfrentam será um processo lento e pouco efetivo.

O resultado do processo de seleção já está disponível. Conheça as Statups residentes pelo site do Mobilab.

Resumidamente, abaixo estão os projetos apresentados e seus respectivos objetivos.

Emulador único – usar o smartphone como emulador do bilhete único. Um ativador via frequência de radio através de tecnologia NFC liberaria o acesso através do smartphone.

Oops – reduzir o número de infrações e acidentes e promover educação de trânsito através do compartilhamento de fotos tiradas de infrações que seriam georreferenciadas.

Scipopulis – usar dados em tempo real da SPTrans e dos passageiros para gerar informação e melhorar o transporte público através da colaboração dos passageiros.

Inspetor do Transporte – facilitar o contato entre a população e a SPTrans através de compartilhamento de informações do ônibus para oferecer as informações para o usuário.

4sity – propõe um mecanismo agregador de assentos livres dentro de taxi ou similares com o propósito de desestimular o uso do carro próprio.

Parknet – analisar a área próxima ao destino do usuário para encontrar vagas de estacionamento e ao mesmo tempo pagar rotativos, quando necessário.

MUB.Maps – traçar rotas de bicicletas que sejam rápidas, mais seguras, e em trajetos planos.

Beeline – mapear atalhos e áreas de difícil acesso e, ao mesmo tempo, disponibilizar informações para o pedestre.

Onboard – aplicativo que substitui o cartão que dá acesso ao transporte público pelo smartphone via NFC, com um cadastro único que unifica sistemas de transporte público.

Kolektivo  – realizar entregas numa rota que os possíveis entregadores já tenham definido.

LogBee – a solução inclui seleção de motoristas, recebe os endereços de coleta e entrega de produtos, organiza as rotas junto com motoristas selecionados e realiza as entregas.

Woole – identificar para ciclistas rotas seguras, planas e rápidas indicando pontos de parada e locais seguros para estacionar.
Veja em vídeo o pitch das startups finalistas: