#FridayFun: livros ensinam arquitetura sustentável para crianças

Ilustração do livro “Bicycles, Airships, and Things that Go!” (Reprodução)

Se as cidades devem ser feitas para as pessoas, nada melhor que todos comecem, desde cedo, a entender como as elas podem ser cada vez melhores. E a premissa do livro Bicycles, Airships and Things that Go! é a de que ninguém é jovem demais para se tornar um urbanista sustentável.

Voltado para crianças de três a oito anos, as 30 páginas coloridas aproveitam a clássica fórmula das publicações infantis dos anos 1950 e 1960 para contar um pouco sobre ambientalismo e mudanças climáticas. Escrito por Bernie McAllister e ilustrado por John Aardema, a história acompanha a viagem de uma família de bicicleta, dirigível, scooter de carga, trem de alta velocidade e balsa com energia solar indo e vindo para um museu de ciências. No caminho, eles encontram diversas fontes de energia renováveis, infraestruturas, paredes e telhados verdes.

A editora, Kids Future Press, também aposta em transmitir informações importantes sobre sustentabilidade ainda nas primeiras leituras. A fundadora, A. B. Thorpe, teve a ideia após perceber que seus filhos gostavam dos livros de imagem de Richard Scarry e Virginia Lee Burton, mas que eles não traziam a visão do progresso tecnológico sobre o impacto ambiental. Thorpe trabalha com questões de sustentabilidade e direciona a comercialização do livro para aqueles que trabalham nesta área.

No Brasil, um projeto parecido está em andamento. Em busca de financiamento coletivo no Catarse, a Pistache Editorial lançou a ideia do Casacadabra, um livro de arquitetura para crianças. A proposta é mostrar os detalhes da arquitetura em uma visão mais lúdica, fazendo  uma viagem ilustrada por dez casas célebres do mundo. São elas:

Casa de Vidro, Lina Bo Bardi (São Paulo, Brasil);
Casa Bola, Eduardo Longo (São Paulo, Brasil);
Edifício Copan, Oscar Niemeyer (São Paulo, Brasil);
Casa Grelha, FGMF (Serra da Mantiqueira, Brasil);
Casa Dymaxion, Buckminster Fuller (Estados Unidos);
Fallingwater, Frank Lloyd Wright (Mill Run, Estados Unidos);
Casa Batlló, Antoni Gaudí (Barcelona, Espanha);
Bedzed, Bill Dunster (Londres, Inglaterra);
Casa NA, Sou Fujimoto (Tóquio, Japão);
Quinta Monroy, Alejandro Aravena/Elemental (Iquique, Chile);

Com ilustrações de Carolina Hernandes (FAUUSP/Istituto Europeo di Design) e texto de Bianca Antunes (ECAUSP/Escola da Cidade) e Simone Sayegh (FAUUSP), o projeto já ultrapassou a meta estabelecida para ser viabilizado. A previsão de entrega é para setembro de 2016.

A intenção é que, com essas publicações, as crianças consigam ter um olhar mais crítico para as cidades, projetando um futuro com melhores soluções para quem constrói e vive esses espaços.

*Com informações do Next City