Startup desenvolve sistema de iluminação sem usar eletricidade, mas uma bactéria

Startup projeta estar presente em prédios e mobiliários urbanos em 2018. (Foto: Glowee/Divulgação)

A geração de energia através da queima de combustíveis fósseis é uma das principais responsáveis pela liberação de gases de efeito estufa na atmosfera. É imperativo, hoje, que os países adotem políticas de baixo carbono e invistam em energias renováveis alternativas, como a eólica e a solar. Porém, uma startup francesa está desenvolvendo outra ideia – que não solucionará todos os problemas energéticos, mas surpreende.

Um documentário sobre peixes que produzem a própria luz foi o ponto de partida para um grupo de estudantes de design. O time venceu, em 2013,  o concurso ArtScience, criado por um professor da Universidade de Harvard,  com a ideia de criar luz através da bioluminescência. Foi assim que o grupo criou a startup Glowee.

(Foto: Glowee/Divulgação)

Mais de 90% dos organismos marinhos são bioluminescentes, entre eles algas, medusas, lulas e camarões. A matéria-prima usada pela Glowee cria a si mesma e o processo exige baixa infraestrutura. A etapa científica do projeto teve início em setembro do ano passado, quando eles inseriram o gene que realiza a reação química que resulta na emissão de luz em bactérias. Essas bactérias (não patogênicas) são cultivadas em uma solução com açúcar onde se multiplicam.

O material produzido é colocado em invólucros de resina orgânica que são maleáveis, customizáveis e adesivos. Durante o dia, o material fica transparente e a noite ele ganha luminosidade. O primeiro objetivo da startup foi dar uma alternativa às vitrines das lojas na França afetadas por um decreto, em 2013, que proibiu a iluminação elétrica de lojas e escritórios à noite por razões econômicas e ecológicas.

(Foto: Glowee/Divulgação)

Porém, o principal objetivo da Glowee, segundo afirma o site, é oferecer um sistema de iluminação limpa, sem a necessidade de usar eletricidade, e que emite baixa poluição luminosa e CO2. Por enquanto, o sistema de iluminação tem vida útil de apenas 40 horas, ou três dias. O objetivo é melhorar a capacidade de regeneração das bactérias, para no futuro poder ser integrada no sistema de iluminação de cidades, mobiliário urbano, aeroportos, construção de estradas, transporte e até reservas naturais. “O potencial de uso é infinito”, afirma a startup.