São Paulo planeja elevar valores das tarifas para estacionamento de veículos

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Incluída nas medidas que visam desestimular o uso de carros na cidade, o valor da Zona Azul para estacionamento de veículos deve ficar mais caro em São Paulo. A chamada tarifa regional está inserida nas definições do Plano Municipal de Mobilidade, que tem como preceito fundamental a priorização do uso do espaço viário urbano pelo transporte público coletivo, pelo transporte ativo e pelos deslocamentos a pé.

As vagas de estacionamento na área central, Paulista, Jardins, Consolação, Pinheiros, Brooklin e Itaim Bibi, consideradas regiões “nobres” da cidade, vão seguir a regra da oferta e da procura, onde a demanda define o preço da tarifa. Hoje, o valor cobrado é de $5 por hora.

Segundo o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a medida ainda será observada pelos administradores, e ainda não há um estudo definitivo. “Onde você quer inibir o estacionamento de carros, uma das maneiras é proibir e a outra é encarecer”, declarou ao jornal O Estado de São Paulo. As metas previstas no Plano de Mobilidade têm até 2030 para serem implantadas.

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Segundo o Plano, atualmente são oferecidas cerca de 39 mil vagas de estacionamento rotativo pago em São Paulo, englobando vagas rotativas para carga/descarga, vagas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, vagas para idosos, vagas para ônibus fretados e motofrete, distribuídas em toda a cidade. A tarifa regional deve atingir cerca de 15 mil vagas.

Medidas como essa tomada em São Paulo vêm acontecendo em diversas cidades do mundo. Um dos principais exemplos é Amsterdã, a cidade conhecida pela sua extensa rede de ciclovias, onde mais da metade da população pedala diariamente. No início da década de 1970, o alto número de acidentes de trânsito com fatalidades e também a crise do petróleo obrigaram as autoridades a repensar a cidade em termos de mobilidade. Dessa forma, surgiram maiores espaços para ciclistas e pedestres. Para diminuir o número de automóveis, a prefeitura adotou uma estratégia progressiva de extinção de vagas de estacionamento na área central da cidade e de encarecimento das tarifas de estacionamento.

Outros projetos muito mais ambiciosos estão sendo implantados em outros locais. A cidade alemã de Hamburgo, por exemplo, quer, até 2034, acabar completamente com a circulação de carros. O plano é ter uma cidade com 40% do espaço verde, onde dois desses grandes espaços, um no norte e um no sul, conectarão todas as partes da cidade através de rotas para ciclistas e pedestres.