Luto em Luta: o retrato da insegurança no trânsito

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)

Atribui-se a Joseph Stálin a seguinte frase: “Uma única morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística”.

Acidentes de trânsito são hoje estatísticas. Morrem tantas pessoas, e torna-se um fato tão comum e corriqueiro, que todo acidente torna-se um número, mais um dado para justificar estudos e propor mudanças em algo impossível de ser quantificado: nosso comportamento.

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) mostram que 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência de acidentes de trânsito, sendo hoje uma das maiores causas de morte no mundo. Só no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 42 mil pessoas morreram em 2013 vítimas de acidentes no trânsito. O número está entre os mais altos do mundo e coloca o país em terceiro lugar no ranking da OMS.

Pensando neste cenário, o Documentário Luto em Luta denuncia a dura realidade das pessoas envolvidas direta ou indiretamente nos episódios. Por meio do depoimento de vítimas, familiares e especialistas, a produção apresenta um panorama do problema no Brasil e mostra como a imprudência ao dirigir está entre as principais causas dos acidentes. O filme também aponta a falta de educação dos motoristas e o comum desrespeito aos pedestres em diversos locais da cidade, além de algumas das políticas dos agentes públicos aplicadas nessas situações.

Entre os participantes do documentário destacam-se Ricardo Young, Gilberto Dimenstein, Heródoto Barbeiro, José Gregori, Floriano Pesaro e Rafael Baltresca, que perdeu a mãe e a irmã atropeladas e hoje segue na luta com o movimento Não Foi Acidente. A direção é de Pedro Serrano.

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