Edifícios de madeira surgem como alternativa sustentável

(Foto: Michael Green Architecture)

Você já se deparou com um edifício construído com madeira? Eles causam surpresa e ainda não são tão comuns, porém, podem ser uma das respostas na busca por energias mais eficientes.

Uma conferência global sobre sustentabilidade, realizada esta semana em Vancouver, no Canadá, deu espaço para representantes de cidades que já estão colocando em prática essa ideia. Esse novo movimento vem para substituir o aço e o concreto nas construções, acarretando a diminuição de emissões de gases de efeito estufa liberados durante as obras.

(Foto: Brad Smith/Flickr-CC)

Além da madeira ser uma fonte renovável, também retém o carbono retirado da atmosfera por meio da fotossíntese. Previsto para estar pronto em 2017, o prédio mais alto construído com madeira servirá de residência para estudantes da University of British Columbia. “Um prédio como este, segundo o cálculo que fizemos, equivale a tirar 480 carros das ruas por um ano”, afirma em entrevista a CBC, o diretor-geral de Desenvolvimento de Infra-Estrutura da instituição, John Metras, sobre o prédio de 18 andares.

Países da Europa, Japão e Austrália estão investindo esforços para desenvolver essa nova possibilidade. Modernas tecnologias de engenharia estão misturam diferentes tipos de madeira e criam painéis que se aproximam da força do aço. Além disso, as inovações garantem maior segurança contra incêndios ou até terremotos.

(Foto: Michael Green Architecture)

O arquiteto Michael Green, líder mundial sobre o assunto, destaca que estudos técnicos mostram que seria possível reconstruir o Empire State Builing em madeira. “Seus 110 andares. É realmente possível.”

Green é o responsável pela construção do Centro de Design e Inovação em Madeira, até então o prédio de madeira mais alto da América do Norte, situado na cidade canadense de Prince George. A construção de 8 andares foi concluída em 2014 e leva concreto apenas nas fundações e na cobertura, para dar sustento ao elevador.

Madeiras como bordo, amieiro vermelho e vidoeiro branco são utilizadas nas edificações. De acordo com Green, esse novo conhecimento pode ser parte da resposta às mudanças climáticas. “Falamos muito sobre energia e a importante mudança para os renováveis. A mesma discussão está ocorrendo sobre construções.”