A torre holandesa que purifica o ar e transforma a poluição em joias

De acordo com um estudo da Universidade de Berkeley a poluição mata, diariamente, cerca de quatro mil pessoas apenas na China. Enquanto que, nos Estados Unidos, quatro em dez pessoas vive em cidades que tem níveis pouco saudáveis de acordo com a American Lung Association – Associação Americana do Pulmão (tradução livre). Como destaca o Tech Insider, aqui

(A torre pode reduzir em até 75% os níveis de poluição atmosférica local. Foto: Divulgação / Studio Rosegaard)

Pensando nos números alarmantes da poluição, o designer holandês Daan Rosegaarde e um grupo de pesquisa do Studio Rosegaarde elaborou o projeto de uma torre de sete metros de altura que funciona como uma enorme purificadora de ar. O primeiro modelo foi anunciado e financiado coletivamente no Kickstarter. O que o designer chama de “o maior purificador de ar existente no mundo”foi instalado pioneiramente na cidade de Roterdã, na Holanda, em setembro de 2015. A ideia dos criadores é disseminar a torre por lugares em que a poluição tenha presença ativa na saúde e rotina urbana, como Pequim, na China, e Mumbai, na Índia.

O funcionamento substancial é o seguinte: a torre suga, como se fosse um aspirador, a partir de seu cume, partículas densas de poluição para, então, através de uma caldeira de água e filtros iônicos que atraem e aprisionam as micropartículas de poluentes, devolver ar fresco e purificado por aberturas laterais na torre. filtrar e liberar o ar limpo por meio de seis ventanas na parte inferior. O sistema pode limpar cerca de 30 mil metros cúbicos por hora e funciona com 1.400 watts de energia verde. O projeto é dotado de importante pontualidade na mesma medida em que sua existência é incontestável. Agora, toda a poluição aspirada precisa ir para um lugar. Aí que entra um fator curioso, pois o projeto condensará pequenos pedaços de poluição dentro de joias, como o anel que apresenta a imagem abaixo.

 

Cada uma das pequenas pedras equivale a 1.000 metros cúbicos de ar poluído.

Um legítimo souvenir da vida urbana.

(Fonte: CicloVivo e TechInsider)