Seis iniciativas sustentáveis do programa Minha Casa, Minha Vida

Condomínio do MCMV na Bahia: programa investe em ações sustentáveis para qualificar os empreendimentos (Foto: GOVBA/Flickr)

O programa Minha Casa, Minha Vida foi criado para conceder habitação popular e melhorar a qualidade de vida de famílias de baixa renda. Atualmente, mais de 9,6 milhões de famílias com renda mensal de até um salário mínimo são beneficiadas por condomínios em todo o país, entre empreendimentos rurais e urbanos.

A moradia, contudo, não vem sozinha: o programa contempla também o investimento em ações sustentáveis nos empreendimentos que contribuem tanto para o meio ambiente quanto para a economia das famílias. Na cidade de Juazeiro, no Sertão da Bahia, dois condomínios receberam painéis solares que geram renda e energia para os moradores. Entre outras medidas, constam também o aquecimento solar da água do chuveiro, biodigestores e o Selo Casa Azul.

Aquecimento solar: em todo o país, 224 mil famílias beneficiadas pelo programa contam com sistema de aquecimento solar da água do chuveiro – além de não poluir, a medida pode reduzir a conta de luz em até 30%.

Energia solar: 9.144 placas fotovoltaicas foram instaladas nos condomínios Praia do Rodeadouro e Morada do Salitre, em Juazeiro, na Bahia. Os dois empreendimentos transformaram-se na maior microusina de energia solar do país, com potencial para abastecer até 3,6 mil casas por um ano. E a medida também gera renda: entre fevereiro de 2014 e junho de 2015, foram arrecadados 1,89 bilhão de reais – 60% desse total vai para as famílias dos conjuntos, 30% é colocado no fundo de investimentos do condomínio e da associação de moradores e os 10% restantes são utilizados para pagar as despesas de manutenção. Com os recursos, foi possível investir em uma série de melhorias: centro comunitário, sala de informática, parada de ônibus, sinalização de trânsito e atendimentos médicos semanais.

Biodigestores: em 2014, o Minha Casa, Minha Vida Rural passou a incluir biodigestores nas residências. A tecnologia permite processar matéria orgânica, como dejetos animais e restos de alimentos, e transformá-los em biogás e biofertilizantes. Hoje, 335 famílias em Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás contam com os equipamentos, com os quais é possível produzir energia elétrica, gás de cozinha e adubo orgânico plantações, sem alterar o sabor dos alimentos.

 

 

Desenvolvimento sustentável: uma das ações que fazem parte do MCMV é o DIST – Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios. A iniciativa foi criada para desenvolver projetos nas áreas de saúde, ambiente, cultura, comunicação, esporte, lazer e formação técnica profissional para famílias de baixa renda do programa. Um exemplo é o Guerreiros Sem Armas, na Baixada Santista, que todos os dias recebe crianças para atividades culturais como oficinas de fanzine, cinema de rua e festas culturais.

 

 

Casas de madeira: em alguns empreendimentos do MCMV, as construções estão seguindo o método alemão wood frame. A metodologia reduz em 75% a demanda por mão de obra e ainda minimiza o impacto ambiental da construção, uma vez que a utilização de matérias-primas renováveis gera apenas 25% dos resíduos de um canteiro comum.

Selo Casa Azul: em 2010, a CAIXA estabeleceu uma classificação socioambiental para os projetos habitacionais financiados pelo banco, a fim de reconhecer os empreendimentos que adotam soluções eficientes e sustentáveis na construção. O selo possui 53 critérios de avaliação e seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, gestão da água e práticas sociais.

(Fonte: Portal Brasil)