Plano de Mobilidade de Santiago tornará sete ruas do centro exclusivas para o transporte coletivo e não motorizado

Ciclovia Rosas, em Santiago (Foto: Municipalidad de Santiago/Flickr)

Em abril deste ano, Santiago lançou seu Plano Integral de Mobilidade, que tem o objetivo de ser um guia para a construção de uma cidade mais sustentável, com espaços públicos agradáveis e seguros para todos. Dividido em várias subáreas de planejamento, o plano inclui uma seção específica para a área central da cidade.

O Plan Centro foi desenvolvido para melhorar as condições de mobilidade dos modais sustentáveis e não motorizados a fim de priorizá-los no espaço viário, especialmente no centro histórico da cidade. Para isso, uma das principais medidas – que deve entrar em vigor ainda este mês – é a restrição do tráfego de veículos: entre as 7 da manhã e as 9 da noite, apenas ônibus do Transantiago e táxis poderão circular na região central.

A decisão começa com a rua Compañía e, nos próximos anos, deve atingir outras seis vias importantes – Amunátegui, Bandera, Mac Iver, San Antonio, Santo Domingo e San Martín. Apenas moradores, ônibus, táxis e veículos de emergência como ambulância serão liberados de circular no local.

Fuente: Plan Integral de Movilidad, Municipalidad de Santiago.

Antes e depois das intervenções (Fonte: Plano Integral de Mobilidade de Santiago)

Na área delimitada pelo plano, ainda está prevista a criação de uma Zona Patrimonial, dentro da qual qualquer projeto viário deverá considerar a manutenção das calçadas, a fim de preservar a arquitetura local. Outro componente é a infraestrutura cicloviária, que deve oferecer às pessoas mais alternativas para os deslocamentos no centro.

O objetivo é tornar os meios de transporte coletivo e não motorizados realmente mais vantajosos e atrativos, melhorando as condições de mobilidade principalmente de pedestres e ciclistas. Para isso, serão feitas intervenções na região das sete ruas citadas acima; entre elas, ampliar as calçadas e nivelá-las com a rua, o que permitirá aumentar o espaço destinado aos pedestres em até 25%.

(Fonte: Plataforma Urbana)