Infográfico: como a crise hídrica ameaça a vida na Terra

(Foto: Photographer No.9/Flickr)

O Brasil possui uma quantidade de água doce maior do que qualquer outro país no mundo – 12% do volume total de todo planeta. Ainda assim, em 2014, São Paulo viveu a maior seca dos últimos 80 anos e que ainda hoje impacta a população local. O presidente da ANA – Agência Nacional das Águas alertou: se a seca continuar, o colapso será inevitável.

Juntos, o aquecimento global e o desmatamento da Floresta Amazônica interferem na dinâmica do clima – não só aqui, mas em escala global. Nesse cenário, a água tornou-se uma das preocupações mais pungentes da década – considerada pelo Fórum Econômico Mundial de 2014 o maior risco global da atualidade.

Ao mesmo tempo em que é essencial para a sobrevivência, a água coloca em risco ou tira a vida de milhões pessoas em inundações e enchentes. Conforme dados do Aqueduct, ferramenta desenvolvida pelo WRI que contabiliza os riscos de enchentes em todo o mundo, 21 milhões de pessoas e US$ 96 bilhões estão em risco todos os anos por conta de inundações.

Em sua última entrevista antes de morrer, o cineasta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini deixou uma frase memorável: “A mesma água que mata a sede é a que afoga”. A colocação foi utilizada como metáfora política, mas é perfeitamente aplicável à crise hídrica que vivemos hoje.

O problema não é simples – de entender e tampouco de solucionar. Para elucidar as variáveis dessa equação, o projeto Guia da Caixa D’Água reuniu dados e informações em um infográfico explicativo que apresenta o problema, as causas, possíveis soluções e os benefícios da preservação e da gestão responsável dos recursos hídricos.