Friday Fun: ações para não-ciclistas focadas em ciclistas

Procure a sua volta todos os objetos que tenham a cor azul. Agora, feche os olhos. Vai lá, pode confiar. Fechou? Tá bom, então, diga em voz alta quantas coisas marrons você lembra ter visto no ambiente enquanto procurava por objetos azuis. Difícil, certo? Nosso cérebro opera de maneiras estranhas. Claro, falávamos de cores e fazíamos um exercício de memória, mas, acredite, a segurança de quem pedala tem relação direta com a visibilidade que motoristas tem dessa pessoa em cima de 20kg de alumínio.

Somos todos tão ocupados, portanto, há quem não esteja com o pensamento conectado de alguma forma com o uso da bicicleta. Acontece. Pessoas que começam a pedalar recentemente relatam que antes “nunca tinham percebido como havia tantas bicicletas nas ruas”. Também é comum nos casos de acidentes envolvendo veículos motorizados e bicicletas os motoristas afirmarem que não viram a bicicleta.

Tomar conhecimento de todos os elementos do trânsito é primordial para a segurança. Por isso, o BikeAnjo, decidiu tomar o caminho inverso daquilo que normalmente faz – conhecido por suas ações de capacitação para ciclistas , o projeto optou por realizar um treinamento para não-ciclistas.  E apesar de ser uma aula para motoristas profissionais (de táxi, ônibus, vans e caminhões) ou não e motociclistas, é completamente coerente afirmar que o foco da ação é trazer os ciclistas para a o lado consciente do cérebro desses motoristas.

O programa QualiÔnibus  – Segurança em primeiro lugar, realizado pelo WRI Brasil | EMBARQ Brasil, a partir do material para treinamento de condutores na EMBARQ México, consiste em algo parecido, uma capacitação, financiada pela FedEx, que oferece mecanismos treinamento para motoristas de transporte coletivo com o intuito de estimular a preocupação com a segurança viária e a maior percepção de pedestres e ciclistas com o foco de reduzir o número de acidentes.

Ambas as campanhas tem como objetivo principal produzir conteúdo, materiais e instrumentos que possam ser usados para os não-ciclistas de que a presença dos ciclistas nas ruas só traz benefícios para todos os centros urbanos e por isso eles não devem ser só respeitados mas a sua presença deve ser estimulada.

A foto acima mostra outra iniciativa pioneira no país foi a do Detran de Pernambuco que começou a preparar os seus alunos para respeitar a distância mínima de 1,5m da bike.

A integração de meios de transporte precisa ser plena, mas enquanto não temos as estruturas viárias perfeitas para que isso aconteça, precisamos ativar em nossos cérebros (essas máquinas complexas) uma área já comprovada como possível de ser cultivada: a compaixão.

(Campanha online/Divulgação)