Novas soluções para velhos problemas: 5 exemplos trazidos no Encontro Metropolis 2015

Em qualquer cidade do mundo, as pessoas querem viver bem, o que inclui acesso a trabalho, educação, saúde e lazer para todos. Mas, para assegurar esse direito ao menor custo social, é preciso garantir mobilidade urbana sustentável e eficiente.

Muitas cidades já assumiram um papel de ‘laboratório’, desenvolvendo soluções inovadoras para os velhos problemas de mobilidade gerados pela lógica do automóvel, Nessa quarta-feira (20/05), Rio de Janeiro, Buenos Aires, Seul, Johanesburgo e Barcelona estiveram lado a lado para apresentar suas boas experiências em avanços nas políticas de mobilidade urbana. O debate ocorreu durante o Encontro Anual Metropolis 2015, em sessão moderada pela gerente de Relações Estratégicas da EMBARQ Brasil (produtora deste blog) Daniely Votto.

Vamos conhecer um pouco sobre essas cinco cidades que estão planejando um futuro voltado às pessoas, em exemplos de comprometimento para tornar as cidades mais acessíveis e igualitárias para todos, e esse é o papel do planejamento urbano.

Rio de Janeiro

(Foto: Gerben van Heijningen/Flickr)

Prestes a receber os Jogos Olímpicos 2016, a cidade maravilhosa começou a trabalhar por soluções de baixo carbono para a mobilidade urbana nos últimos anos num conjunto de esforços para se tornar líder global no assunto. Um completo sistema de transportes está em constante expansão para servir os 6,3 milhões de moradores, incluindo rede cicloviária, teleférico e sistema BRT (Bus Rapid Transit). Este último atende nove milhões de pessoas que juntas economizam 7,7 milhões de horas a cada mês. O sistema BRT reduziu 38% das emissões de carbono nos corredores. Nesse ano, o Rio também conquistou o prêmio Sustainable Transport Award por seus avanços em mobilidade sustentável.

Buenos Aires

(Foto: divulgação)

Ganhadora do Sustainable Transport Award em 2014, a capital da Argentina desenvolveu um plano de mobilidade urbana sustentável que prioriza o transporte ativo e a segurança no trânsito. Uma das medidas envolveu, por exemplo, intervenções em 36 cruzamentos da cidade para reduzir os riscos de acidentes de trânsito, como mostra a imagem acima. A cidade inclusive elaborou um manual de desenho urbano, o Street Design Guide for Buenos Aires, que propõe metodologias para planejar um ambiente amigável para pedestres, ao mesmo tempo em que reordena os veículos automotores.

Seul

(Foto: Sarah Kim/Flickr)

Um dos parques urbanos mais icônicos de que ouvimos falar fica no coração de Seul, capital da Coreia do Sul. O parque Cheonggye Stream representa a força que espaços públicos e humanos têm sobre carros, porque justamente lá havia antes uma rodovia urbana, derrubada para devolver a cidade às pessoas. Ele foi instalado como resposta à degradação que a rodovia gerou aos entornos da cidade e revitalizou a área. Saiba mais.

Barcelona

(Foto: Dylan Passmore)

O pedestre é o grande protagonista do plano de mobilidade urbana de Barcelona, que compreende o período 2013-2018. Algumas medidas deste ator do trânsito, que é prioridade número um do plano incluem ampliar acessibilidade e conforto das calçadas e espaço para pedestres, estimular a caminhada e a mobilidade sustentável perto de áreas escolares, potencializar a figura do pedestre, com normas, ordens e ações municipais, revalorizar a figura do pedestre com iniciativas de divulgação, comunicação e promoção. Além do pedestre, ciclistas e transporte coletivo são os grandes alvos para tornar a cidade mais humana, através do documento, que engloba também metas de poluição do ar abaixo do estabelecido pela União Europeia e de redução de 30%-20% das fatalidades e ferimentos de trânsito. Saiba mais.  

Johanesburgo

(Foto: Stanislav Lvovsky/Flickr)

A cidade sul-africana vai fazer história ao sediar a segunda edição de um festival completamente inovador em termos de solução urbana: o EcoMobility World Festival. Durante um mês num bairro inteiro, carros serão substituídos por pessoas e transporte sustentável. O experimento ocorreu pela primeira vez em Suwon, Coreia do Sul, e agora a cidade sul-africana de 1,4 milhão está prestes a transformar o futuro de seus residentes. A iniciativa mostra coragem e vontade de incentivar um movimento pela mobilidade de baixo carbono para melhorar a qualidade de vida das pessoas.