Cidades inteligentes, cidades eficientes: as luzes de Copenhague

(Foto: Spacing Magazine/Flickr)

Da valorização do uso da bicicleta como meio de transporte à criação do primeiro bairro adaptado às mudanças climáticas, Copenhague é exemplo para cidades do mundo inteiro. A cidade que foi uma das pioneiras na construção de ciclovias agora quer ser também uma das primeiras do mundo a aplicar o conceito de cidade inteligente.

Uma rede de iluminação em LED está sendo usada para qualificar o ambiente urbano em diversos aspectos, desde a sinalização para ciclistas até o consumo de combustível pelos caminhões. No caso das bicicletas, luzes verdes direcionam a ciclovia, a fim de evitar que os ciclistas fiquem presos no sinal vermelho. As luzes de trânsito são equipadas com sensores que avisam aos motoristas de caminhão via smartphone quando o sinal vai mudar, diminuindo o consumo de combustível.  Além disso, também estão sendo testados sistemas que garantem a prioridade de ônibus e bicicletas nos horários de pico e avisam aos motoristas que estão prestes a fazer uma conversão, por meio de um sinal luminoso em vermelho, se um ciclista estiver no caminho.

Ciclofaixa iluminada em Copenhague (Foto: Spacing Magazine)

Os benefícios ultrapassam a economia de energia: mais do que a substituição de lâmpadas menos eficientes, a iluminação em LED é boa para a comunicação sem fio, permitindo, por meio de sensores nas lâmpadas, coletar dados e, assim, tornar a cidade mais eficiente como um todo. As iniciativas de Copenhague para se tornar uma cidade inteligente integram os planos da cidade se tornar a capital do carbono neutro até 2025.

No futuro, essa tecnologia pode ir ainda mais longe e ser utilizada, por exemplo, para avisar o departamento de coleta de lixo quando as lixeiras estiverem cheias e mostrar aos ciclistas o caminho mais rápido até o destino desejado.

E Copenhague não é a única a ir nessa direção. Outras cidades do mundo começam a se valer das vantagens da inovação para facilitar a vida das pessoas: ChicagoBarcelona, e Estocolmo também usam redes de tecnologia interconectada para reduzir o consumo de combustível e coletar dados referentes ao trânsito e ao uso de energia. O potencial é grande – resta-nos convertê-lo em ações práticas.

(Fontes: New York Times, Fast Co.Design)