Sim, os sistemas BRT são flexíveis e podem revolucionar o desenvolvimento das cidades

(Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil)

Não existe um sistema de transporte coletivo  único que seja ideal para todas as cidades. Mas os sistemas BRT (Bus Rapid Transit) fornecem uma opção de transporte customizável para cada cidade. Esse foi o grande aprendizado do Workshop BRTData para jornalistas que aconteceu hoje no Centro de Operações de BRT no terminal Alvorada, no Rio de Janeiro.  “A flexibilidade do sistema permite alguns experimentos e resultados interessantes quando bem projetado”, comenta Luis Antonio Lindau, diretor-presidente da EMBARQ Brasil, organizadora do encontro ao lado do Centro de Excelência em BRT (CoE), com apoio da Fetranspor.

O BRTData.org fornece 116 indicadores de sistemas prioritários ao ônibus em mais de 190 cidades do mundo. Sistemas bem-sucedidos são fundamentais para inspirar tomadores de decisão e mostrar a versatilidade destes sistemas de transporte, que estão cada vez mais conquistando as cidades. Os dados consolidados na plataforma fornecem uma visão global de dos sistemas que podem ser utilizados como modelos para outros municípios. O BRTData contém informações valiosas para orientar os gestores sobre quando e como projetos de priorização ao ônibus podem efetivamente atender as necessidades de acessibilidade locais.

“O mais importante é priorizar o transporte coletivo e minimizar o uso do automóvel nos deslocamentos diários”, ressalta Juan Carlos Muñoz, do CoE, com sede em Santiago, no Chile. O grande legado destes sistemas é a destinação do espaço, que já está definida e fixa, mas como essas vias serão usadas vai depender das necessidades particulares de cada cidade. Os sistemas BRT são vivos e assim que começam a operar interagem com os passageiros, que aprendem como o BRT funciona, desenvolvem hábitos novos de viagem o que, por sua vez, causa ajustes no sistema.

A grande aposta nestes sistemas, além de incentivar o uso do transporte coletivo,  é que eles promovam um aumento do desenvolvimento das atividades urbanas ao longo das vias e causem uma grande alteração na forma como a cidade se organiza.  Os sistemas BRT podem funcionar como orientadores do desenvolvimento das cidades, proporcionando seu redesenho e transformando os espaços em ambientes mais compactos, mais compartilhados e mais coordenados.

Visite o BRTData.org e saiba mais sobre os sistemas no mundo todo.

Luis Antonio Lindau, diretor-presidente da EMBARQ Brasil. (Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil)

Imprensa participou ativamente do workshop. (Foto: Mariana Gil/EMBARQ Brasil)

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  • Daniel

    Acho interessante como foi projetado o BRT aqui em Curitiba, pois no eixo Norte Sul e Leste Oeste, estão sendo construídos muitos edifícios, adensando muita gente nessas áreas, isso poderá favorecer na construção de futuros metrôs em paralelo, um complementando o outro, assim como será a junção BRT na Radial Leste, complementando o metrô em São Paulo.
    O problema é que aqui em Curitiba, com o futuro metrô no eixo Norte Sul, o BRT que ali existe será eliminado, acho um desperdício de dinheiro público. Se o metrô vai passar por baixo da terra, pra quê desativar o BRT ?
    O BRT poderia rodar 24 horas, enquanto o metrô parar de madrugada.