Falta espaço para estacionar bicicletas em Amsterdã

As quase 900 mil bicicletas de Amsterdã levaram à escassez de espaço para estacioná-las nas áreas centrais da cidade (Foto: Peter Nederlof/Flickr)

Amsterdã é considerada a capital europeia das bicicletas. Não à toa: são quase 900 mil bicicletas para uma população 780 mil pessoas, das quais aproximadamente 58% utilizam o modal diariamente como meio de transporte.

O alto índice de utilização das bicicletas, que ajuda a fazer de Amsterdã uma referência em mobilidade, levou a um problema que grande parte das cidades do mundo sequer imagina enfrentar: a falta de espaço para estacionamento de bicicletas. O uso diário das bikes para os deslocamentos cotidianos encheu o centro da cidade de forma que há mais bicicletas circulando do que espaço para estacioná-las. Para se ter uma ideia, em 2013 a prefeitura recolheu impressionantes 73 mil bicicletas por estarem paradas em local em proibido.

(Foto: Koen van Weel/Reuters)

As condições em Amsterdã são reconhecidamente favoráveis ao intenso uso da bicicleta. Sobre um terreno majoritariamente plano, estão construídos mais de 450 quilômetros de ciclovias que conectam as diferentes áreas da cidade. O problema é o que fazer com as bicicletas quando elas chegam ao centro da cidade.  As ruas estreitas contribuem para que as pessoas deixem suas bikes encadeadas em locais irregulares, como já citado, o que pode gerar um alto custo à cidade.

A solução encontrada é inusitada: recentemente, Amsterdã anunciou o plano de uma garagem subterrânea com 7 mil vagas sob o Ij, lago que forma a orla da cidade. O projeto inclui a criação de 21,5 mil novas vagas no entorno da estação central da Cidade: 17, 5 mil em um edifício garagem, além da construção de duas ilhas flutuantes com espaço para duas mil bicicletas em cada uma.

Por se tratar de uma cidade cercada de água, além de permeada por vários canais, os estacionamentos na e sob a água se mostraram a solução mais eficiente. Quando tudo estiver pronto, estima-se que dentro de 15 anos, a estrutura pode vir a ser a maior do tipo no mundo.

(Fonte: CityLab)