Campanha coletiva quer energia solar em escolas públicas

Com painel solar, economia anual de duas escolas públicas será de R$ 25 mil e o valor será revertido a elas para realização de atividades culturais! Doe à campanha pelo Kickante, plataforma de financiamento coletivo. (Foto: Divulgação)

A recorrente racionalização de recursos tão primários e essenciais como a água e a energia elétrica são sinais claros de que o padrão de consumo que estabelecemos até aqui não está mais funcionando e não é sustentável. As comunidades carecem de gestão eficiente e de novos parâmetros para a sustentabilidade social, econômica e ambiental dos recursos, a fim de garantir a sobrevivência e a qualidade de vida.

Quando falamos em energia elétrica, o Brasil apresenta uma linha ascendente de consumo, embora 2014 tenha apresentado o menor crescimento dos últimos cinco anos. Há que apostar, com urgência, em fontes eficientes e renováveis para um desenvolvimento sustentável. E a mudança deve ocorrer de dentro pra fora. O guia DOTS Cidades – Manual de Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável, da EMBARQ Brasil (produtora deste blog) aponta como uma das estratégias interbairros para comunidades mais sustentáveis a utilização de 70% da iluminação pública com fontes econômicas de energia, entre outras recomendações para a eficiência em água, energia e resíduos.

Já existem documentos com parâmetros e metas para o planejamento sustentável, como o Metas de Sustentabilidade para os Municípios Brasileiros, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. Mas enquanto não há investimentos efetivos por parte dos gestores públicos, há quem busque na força da comunidade e da tecnologia a propulsão para começar mudanças palpáveis.

Greenpeace quer instalar paineis solares em duas escolas públicas

A iniciativa “Vamos solarizar nossas escolas”, do Greenpeace, pretende mostrar que a energia solar é viável e pode se tornar realidade. O objetivo é instalar paineis fotovoltaicos em duas escolas públicas, a Escola Estadual Professor Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, em São Paulo (SP), e a Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto, em Uberlândia (MG). Ao todo, 1800 estudantes serão beneficiados!

Para tornar a ideia realidade, o Greenpeace utiliza a plataforma de financiamento coletivo Kickante. O objetivo é arrecadar R$ 200 mil – até agora, foram arrecadados R$ 41 mil. O prazo acaba em 47 dias, então quem quiser participar e disseminar a campanha deve correr!

A “solarização” das escolas públicas, no entanto, vai muito além da eficiência energética. Cursos de desenho, música, cinema, idas ao museu, oficinas culturais e recreativas: as escolas ganharão, ao ano, R$ 25 mil (o equivalente à economia anual que os sistemas fotovoltaicos vão gerar para elas) para investir em atividades culturais.

O mais legal é que a iniciativa aposta muito na educação e no engajamento de toda a comunidade escolar para a realização do projeto. Alunos, professores e pais farão parte do processo de instalação dos sistemas, com conhecimentos teóricos e técnicos dos paineis. Já pensou que esse legado pode ser transmitido de geração para geração? A experiência tem potencial para tornar cada um dos envolvidos um multiplicador de conhecimento da energia sustentável.

Doe aqui.