A nova economia climática

Clima: os próximos 15 anos serão determinantes para a mudança (Foto: Birger Hoppe/Flickr)

 Todos os países podem contribuir para o crescimento econômico global e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos e efeitos das mudanças climáticas. Mas é preciso agir agora. A Comissão Global de Economia e Clima, liderada por alguns dos principais economistas do mundo, estabeleceu um plano de ações global com dez pontos-chave para o crescimento sustentável, baseado em uma economia de baixo carbono.

A economia global passa por uma transformação estrutural profunda que vai determinar o futuro do sistema climático no mundo – e os próximos 15 anos serão cruciais. Se não tomarmos medidas com urgência, a temperatura média no planeta pode estar 4°C mais alta até o final deste século, com impactos extremos e potencialmente irreversíveis para a vida na Terra.

O relatório produzido pela Comissão, divulgado em outubro, mostra como os países podem reduzir os riscos e efeitos das mudanças no clima e estimular o crescimento econômico inclusivo e resiliente. Confira abaixo os 10 pontos-chave apontados pelo documento.

1. Acelerar a transformação de baixo carbono integrando o clima na raiz das decisões econômicas.  Essa é uma necessidade em todos os níveis de governo e na indústria e pode ser alcaçada por meio da exigência de informação e de mudanças sistemáticas nas ferramentas de avaliação de políticas e projetos, na performance dos indicadores e nos modelos de risco.

2. Entrar em um acordo climático forte, permanente e igualitário para aumentar a confiança necessária para uma reforma política, apoiar os países em desenvolvimento e enviar um sinal de mercado forte aos investidores.

3. Acabar com os subsídios para combustíveis fósseis e insumos agrícolas e com os incentivos à expansão urbana a fim de promover um uso mais eficiente dos recursos e liberar os fundos para outras necessidades, como programas de benefício às populações de baixa renda.

4. Adotar multas de carbono fortes como parte de uma boa reforma fiscal e de boas práticas de negócios, enviando sinais fortes para a economia.

5. Reduzir substancialmente os custos de capital para investimentos em infraestrutura de baixo carbono, expandindo o acesso ao capital institucional e baixando os custos para ativos de baixo carbono.

6. Aumentar a inovação em tecnologias de baixo carbono e resiliência, triplicado os investimentos públicos em pesquisas e desenvolvimento de energia limpa e acabando com os obstáculos ao empreendedorismo e à criatividade.

7. Dar preferência às cidades conectadas e compactas como forma de desenvolvimento urbano, encorajando o crescimento econômico planejado e gerenciado e priorizando os investimentos em sistemas de transporte de massa seguros e eficientes.

8. Parar o desmatamento das florestas naturais até 2030, fortalecendo os incentivos à proteção ambiental e aos investimentos de longo prazo e aumentando os fundos internacionais para em torno de US$ 5 bilhões por ano.

9. Recuperar pelo menos 500 milhões de hectares de florestas desmatadas ou degradas e terras agrícolas até 2030, fortalecendo a economia rural e a segurança alimentar;

10. Reduzir a geração de energia a partir do carbono, acabando imediatamente com novas usinas de carbono em países desenvolvidos e até 2025 em economias em desenvolvimento.

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