Trólebus: Panes diminuíram nos últimos anos em São Paulo

A tecnologia evoluiu na questão dos combustíveis limpos empregados no sistema de transportes, sobretudo nos veículos dotados de motores elétricos, como o ônibus hibrido, veículos movidos a célula de hidrogênio e principalmente a bateria. Mas o modal trólebus ainda é usado em ampla escala em países de todos os continentes. Alguns inclusive ampliaram sua malha.

A tecnologia do trólebus evoluiu em vários os aspectos, seja na rede elétrica, seja nos próprios veículos. A cidade de São Paulo, que possui um sistema de ônibus elétrico desde 1949, já chegou a cogitar a retirada desses veículos por considerá-los obsoletos do ponto de vista operacional. Segundo dados da prefeitura, na última década, em 24 horas o sistema apresentava até 22 panes, por quebra da fiação ou por falta de energia.

Entretanto, parte dessas novas tecnologias chegaram em território brasileiro, ainda que tardiamente. A partir de 2010 toda a frota de ônibus elétrico foi trocada por veículos mais novos. Parte desses veículos possuem baterias que dão autonomia aos trólebus, mesmo se estiverem desconectados da rede elétrica. Paralelamente, a rede aérea está sendo trocada, graças a um financiamento do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Os cabos, que antes possuíam diversas emendas, foram substituídos por uma rede composta em sua maioria por tirantes flexíveis, que dão mais agilidade ao sistema.

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As ações já foram revertidas em melhores serviços aos passageiros dos trólebus. De acordo com Jilmar Tatto, Secretário Municipal de Transportes, em entrevista ao Via Trolebus, o número de ocorrências foi reduzido depois dessas melhorias. Apesar disso, ainda não existe previsão de expansão por indefinições do poder público no custo da rede elétrica e da tarifa de energia.

De qualquer forma, o trólebus ainda se mostra como uma escolha adequada no transporte limpo nas grandes cidades.

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