Inauguração da primeira linha de monotrilho em São Paulo é adiada

Linha 15 – Prata do monotrilho em São Paulo (Foto: Diogo Moreira/A2 Fotografia)

A Linha 15 – Prata será a primeira a operar com o sistema de monotrilho na capital paulista. A inauguração, inicialmente marcada para o último sábado (23), porém, foi adiada.  O secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, explicou que, entre os motivos do atraso, está o fato de que o Metrô não conseguiu, ainda, o certificado de homologação para operar o sistema de trens, concedido após finalização dos testes.

Será o primeiro trecho da Linha 15 – Prata, que quando completa terá em torno de 24 km, ligando a estação Ipiranga da CPTM até o hospital Cidade Tiradentes e passando por São Mateus, também na zona leste da capital paulista. Segundo o secretário, o Metrô deve obter uma licença que dá a permissão de operação do sistema de monotrilho com passageiros. Este certificado engloba a tecnologia driverless, onde não há a presença física do operador de trem.

O modal divide opiniões entre aqueles que discutem a mobilidade. Os críticos do monotrilho afirmam que a via elevada, geralmente com 15 metros de altura, agride a paisagem do entorno em que o ramal foi erguido. O governo, por sua vez, diz que a escolha de modal é mais barata que uma linha de Metrô convencional.

Porém o carregamento do monotrilho é metade da capacidade do metrô. O primeiro pode levar até mil passageiros por composição enquanto o segundo leva até o dobro, duas mil pessoas.

Além da linha 15, outros dois ramais estão em processo de implantação: A linha 17-Ouro, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas, o Jabaquara e o Morumbi, já em obras, e também a Linha 18-Bronze, que vai ligar São Paulo ao ABC e que deve ter o contrato de Parceria Público-Privada assinado nos próximos dias.

imagem de Sergio Mazzi

(Foto: Sergio Mazzi)

  • Chewbacca

    Muito bom. Sou fã do mototrilho. Usa menos espaço na superfície que um corredor de ônibus e custa muito menos do que um metrô, sendo uma ótima alternativa quando o BRT já não comporta o fluxo de passageiros.