Ciclovias não causam congestionamentos

Se colocadas nas ruas certas, ciclovias não causam congestionamentos (Foto: Fast Company/Reprodução)

Uma das frequentes reclamações de quem se posiciona contra a construção de ciclovias é que, por ocupar um espaço que antes era usado apenas pelos carros, as vias exclusivas para ciclistas aumentam os congestionamentos.

Na verdade, não é bem assim. Uma análise feita pela FiveThirtyEight, publicação conhecida pelas matérias construídas a partir da análise de dados, mostrou que novas ciclovias não causam nem aumentam congestionamentos – se colocadas nos lugares certos. Dados da relação volume/capacidade de dez ruas de Minneapolis, nos Estados Unidos, provaram que depois da instalação de ciclovias o nível de congestionamentos nas vias subiu sutilmente, não a ponto de realmente desacelerar o fluxo:

Ciclovias não causam congestionamentos se você as coloca nas ruas certas. Diminuir o espaço de ruas que já estejam no limite da capacidade certamente vai criar níveis significativos de congestionamento, mas, se você começar pelas ruas que ainda não apresentam um fluxo tão intenso, esse aumento nos congestionamentos sequer vai ser percebido.

Em Nova York, foram coletados dados de dois cruzamentos da Prospect Park West, no Brooklyn, onde uma nova ciclovia havia sido construída. As informações, referentes aos horários de pico da manhã e da tarde, mostraram que não houve qualquer mudança no volume do tráfego.

Mais do que isso: em muitos casos, as mudanças no design urbano para acomodar ciclovias tornam as ruas mais seguras e ajudam a salvar vidas. Em Nova York, o Departamento de Transporte apurou dados, um mês depois da construção da ciclovia no Brooklyn, que indicaram uma considerável redução na velocidade média dos veículos na via: menos de um a cada sete veículos excediam o limite de velocidade na Prospect Park West. Em outras palavras, como disse o pessoal da Fast Company, as ciclovias dificultam a vida dos motoristas que gostariam de reencenar Velozes e Furiosos no dia a dia. Melhor assim.

Fontes: Fast Company, FiveThirtyEight