Cidade Ativa: hábitos saudáveis a partir do design urbano

Criar condições para que as pessoas desenvolvam hábitos mais saudáveis, como a caminhada, é uma das diretrizes do movimento Active Design (Foto: Uol/Reprodução)

Muitos dos casos de doenças cardiovasculares, que lideram o ranking das causas de morte no mundo, matando 17 milhões por ano de acordo com a OMS, são decorrentes do estilo de vida que levamos hoje. Pressa, poluição, estresse, má alimentação e pouca ou nenhuma atividade física fazem parte da vida de milhões de brasileiros. O que nossas cidades têm a ver com isso? Como uma cidade pode contribuir – ou não – para que a população desenvolva um estilo de vida mais saudável?

O design urbano, a maneira como as cidades são pensadas, influencia significativamente o modo de vida das pessoas, e soluções inteligentes nesse setor podem ajudar a mudar os hábitos da população. Essa é a ideia por trás do Cidade Ativa, um projeto que promove o movimento active design nas cidades brasileiras, a fim de promover transformações no ambiente urbano que incentivem um estilo de vida mais ativo e saudável. 

O grupo é formado por especialistas das áreas de saúde, arquitetura, desenho e planejamento urbano e organiza palestras, workshops e sessões de treinamento para estudantes e profissionais com discussões sobre o tema. Por meio de parcerias com empresas e instituições, o Cidade Ativa busca disseminar o movimento do Active Design, a fim de implantar mudanças urbanas que propiciem hábitos mais saudáveis.

Nesta semana, o Cidade Ativa participou do Fit Cidades, promovido pela USP Cidades. Skye Duncan, consultora do Cidade Ativa e arquiteta do time de especialistas que tornou Nova York referência em atenção ao pedestre por meio do conceito Active Design, falou sobre os males decorrentes do sedentarismo e de maus hábitos alimentares e de como essas questões são influenciadas pela forma como as cidades foram construídas:

“O modo como vivemos nas nossas cidades influencia diretamente para que essas doenças aumentem. A maioria das nossas cidades foi construída sem sequer dar chance para o pedestre. Sem calçadas, sem locais apropriados para as pessoas. Isso as forçou a andar de carro ou ir para o meio da rua. É hora de mudar”, alerta.

E para mudar cada um pode contribuir à sua maneira. Em casa e no trabalho, usando as escadas e incentivando colegas e familiares a fazer o mesmo; deixando o carro em casa um dia ou estacionando a uma distância maior; desenvolvendo pequenos projetos para o prédio ou a vizinhança.

Saiba mais sobre a iniciativa.