World Urban Forum: design urbano para cidades melhores

 

(Foto: Nicolas Lannuzel/Flickr)

Como o design urbano pode tornar as cidades mais seguras e justas? Para responder a esta pergunta, os especialistas da rede EMBARQ ministraram o painel “Cities Safer by Design for All” (cidades mais seguras pelo design para todos, em tradução livre), durante a sétima edição do Fórum Urbano Mundial (World Urban Forum – WUF), em Medellín, Colômbia.

A palavra de ordem é “transformação”. A EMBARQ defende que as cidades em desenvolvimento se tornem mais seguras, habitáveis e saudáveis para as populações em crescimento. Em vez da construção de novas estradas e habitação, por exemplo, é preciso planejar. Uma das grandes preocupações é a segurança viária. Na América Latina, por exemplo, as fatalidades em cidades representam o triplo do índice europeu, tendo como principais vítimas os pedestres e ciclistas. Por isso mesmo, os especialistas defenderam que a segurança viária é vital para que os centros urbanos sejam lugares mais inclusivos, sustentáveis e justos. E isso só é possível com um planejamento urbano inteligente e sustentável. Conheça três cidades que se tornaram mais seguras graças ao planejamento.

A EMBARQ esteve representada por Dario Hidalgo (EMBARQ), Robin King (EMBARQ), Adriana Lobo (EMBARQ México), Luis Zamorano (EMBARQ México), Claudio Sarmiento (EMBARQ México) e Daniely Votto (EMBARQ Brasil).

#WUF7

(Foto: reprodução/Facebook oficial do WUF)

A sétima edição do Fórum Urbano Mundial (World Urban Forum – WUF) teve como foco o potencial urbano para a construção de cidades mais seguras e inclusivas do ponto de vista do cidadão. O WUF, que é realizado a cada dois anos pela ONU-HABITAT, teve como tema a “igualdade urbana em desenvolvimento – cidades pela vida”. O evento reuniu 25 mil pessoas, representando 150 países, além de 500 prefeitos e 80 ministros. Todos buscando soluções para a melhoria da qualidade de vida nas cidades.

A rede EMBARQ também participou de alguns eventos paralelos, como o “Transporte e Cidades mais Justas”, organizado pela Partneship on Sustainable Low Carbon Transportation (SLoCaT) em parceria com a ONU-HABITAT e do painel “Financiamento de iniciativas urbanas para fomentar a equidade nas cidades” uma sessão especial organizada pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina).

Além destes, os especialistas da rede falaram para os paineis “Arquitetura para a Humanidade”, organizado pela American Planning Association, e para o “Transporte Sustentável e o Pós-2015”, pela SLoCaT, e ainda participaram do encontro sobre “A Transferabilidade das Soluções em Mobilidade Urbana Sustentável”, promovido pelo Wuppertal Institute.

# Brasil em foco

Por Filipe Costódio

Um plano de mobilidade urbana brasileiro também foi um dos protagonistas do WUF: o PLAMUS – Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis. A convite da EMBARQ Brasil, o coordenador técnico do PLAMUS pela SC Parcerias, o engenheiro Guilherme Medeiros, foi até Medellín falar sobre o projeto.

Diante de mais de 50 pessoas, Medeiros falou sobre as consequências da rápida urbanização da região de Florianópolis e a necessidade de um plano de mobilidade urbana sustentável. “Viemos à Colômbia para apresentar o caráter inovador e abrangente do projeto, que contempla aspectos técnicos, jurídicos, institucionais e culturais específicos da Região de Florianópolis”, disse.

Daniely Votto, gerente de Relações Estratégicas da EMBARQ Brasil, também presente no painel, falou sobre o trabalho de participação social no PLAMUS: “O processo de construção coletiva do plano, visando à efetiva participação da sociedade civil, dos técnicos e dos gestores municipais, é um dos pontos fortes do trabalho e vem ganhando ainda mais força ao compartilharmos os objetivos do PLAMUS, acolhendo as ideias e sugestões da sociedade, além de promovermos engajamento e corresponsabilidade”, destacou.

Leia também a matéria EMBARQ no 7° World Urban Forum, por Filipe Costódio, no site da EMBARQ Brasil.

Medeiros, do PLAMUS, ao centro. (Foto: EMBARQ Brasil)