Aproximar distâncias urbanas faz bem para o bolso e a saúde

Expansão urbana: indicadores de novo estudo indicam que, quanto mais curtas as distâncias urbanas, melhor as pessoas vivem. (Foto: saebaryo/Flickr)

Pessoas que vivem em áreas urbanas em expansão estão mais propensas a acidentes fatais de trânsito e a maiores gastos com moradia e transporte, indica o estudo Measuring Urban Sprawl 2014 (medindo a expansão urbana, em tradução livre), divulgado no início deste mês. Realizado pela Universidade de Utah em parceria com a Smart Growth America, o relatório traz números que valem a reflexão quando pensamos em desenvolvimento urbano.

Por meio de uma análise de indicativos como densidade de desenvolvimento, uso misto do solo, centralização de atividades e acessibilidade e conectividade das ruas, os pesquisadores criaram o “índice de expansão”, para classificar as cidades como “em expansão” ou “compactas”. A partir disso, eles verificaram qual era a relação de ambos os tipos de cidades com outras questões sociais, como finanças, saúde e segurança.

Algumas descobertas, por exemplo, foram a relação entre tamanho das cidades e acidentes de trânsito. Nas cidades avaliadas como compactas, a pesquisa registrou um maior número de acidentes. No entanto, aqueles com vítimas fatais foram duas vezes mais recorrentes nas áreas em expansão. Os pesquisadores estimam que isso se deu devido à alta velocidade percorrida nas vias rápidas, o que não foi registrado nas cidades compactas. Como o estudo não levou em conta aspectos técnicos dos fatores de trânsito, no entanto, os resultados não são conclusivos, mas sim sugestivos. Já em se tratando de expectativa de vida, como já era de se esperar, o estudo apontou que, em 2010, nas cidades compactas era de 78,4 anos. Já nas em expansão, 77,7 anos.

Sobre os custos de vida, em cidades compactas, cujas distâncias entre moradia e serviços são mais curtas, o custo de habitação somado ao de transporte foi o equivalente a 51,1% da renda dos residentes, enquanto nas em expansão, de 52,1% em 2010. Este é um número interessante do ponto de vista da mobilidade urbana. Quanto mais conectividade e facilidade em acessar os serviços, mais podemos repensar o uso do transporte individual motorizado, por exemplo, e optar por alternativas como caminhada, bicicleta ou transporte coletivo.

Acesse o estudo.

Fonte: Real Time Economics