Terrenos baldios podem ceder espaço a miniparques em São Paulo

Na hora do almoço, ou no fim do dia: que uma praça pra descansar ou pra reunir os amigos? Os pocket parks, novidade no Brasil, podem ser abraçados pelo Plano Diretor de São Paulo. Na foto, a Praça do Amauri, na capital paulista. (Foto: divulgação/Isay Weinfeld/site oficial)

É possível que você passe em frente a terrenos baldios com frequência nas ruas da sua cidade. Alguma vez você já se perguntou por que aqueles espaços continuam lá, vazios e inúteis? E se eles tivessem alguma utilidade como, por exemplo, proporcionar qualidade de vida para as pessoas? Por incrível que pareça, o dono de um desses terrenos em São Paulo já pensou nisso e resolveu transformar sua propriedade em espaço de convivência para os frequentadores da Rua Amauri, onde está localizado.

Miniparques nesse estilo existem em apenas dois pontos de São Paulo – maior cidade da América Latina – e chamam-se pocket parks. Embora sejam novidade por terras tupiniquins, os terrenos transformados em parques já existem há pelo menos 40 nos Estados Unidos, onde são bastante populares.

Um pocket park nos Estados Unidos, onde a iniciativa é mais comum. (Foto: Jeramey Jannene/Flickr)

Relembre a incrível história do estacionamento que virou parque em Los Angeles como parte da 50 Parks Initiative.

A “Praça do Amauri”, nome do pocket park, foi projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld em 2002. Desde então, além ser um espaço bonito, para descanso, convivência e descontração aos moradores e frequentadores do local, arrecada prêmios por mérito concedidos pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e pela VI Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

A novidade agora é que o Plano Diretor da cidade de São Paulo pode prever os pocket parks. A medida pode pegar “carona” na Lei de Parcelamento do Solo, que prevê a doação de parte de terrenos para que a prefeitura crie espaços verdes. Se a política de miniparques for incluída no plano da cidade, todas as regiões da cidade serão beneficiadas.

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