A árvore que sente

(Foto: IPÊ/Divulgação)

Quem passou pelo Minhocão em São Paulo na última semana se deparou com uma cena inusitada. Em um dos canteiros próximos ao viaduto, uma árvore sorri. Ou se mostra descontente e faz cara de quem está tossindo.

A cidade de São Paulo tem uma das maiores frotas de automóveis do mundo. Só entre os carros, são cinco milhões de escapamentos despejando toneladas de poluentes na atmosfera todos os anos. Num ambiente como esse, como as árvores devem se sentir?

E se elas tivessem um rosto?

(Foto: IPÊ/Divulgação)

A Árvore que Sente, como foi chamada, modifica as expressões faciais, por meio de projeções em 3D, de acordo com os índices de poluição atmosférica. Se as condições não estão favoráveis, vemos uma árvore carrancuda. Por outro lado, se chove e a qualidade do ar melhora, temos um semblante alegre e sorridente.

A árvore é um projeto criado pelo IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) para integrar as atividades da Semana Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, celebrada a partir do dia 16 de março. O objetivo é sensibilizar as pessoas em relação ao problema da poluição, que foi causa direta ou indireta de pelo menos sete milhões de mortes em 2012, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

(Foto: IPÊ/Divulgação)

(Foto: Ricardo Matsukawa/Terra)

(Foto: Ricardo Matsukawa/Terra)

Fontes: Folha de S. Paulo, Terra