Tallinn é a primeira capital da Europa com transporte coletivo gratuito

Tallinn, Estônia: desde janeiro de 2013, o transporte coletivo é gratuito para os moradores (Foto: Wikimedia Commons)

Em março de 2012, Tallinn, capital da Estônia, fez um referendo para decidir se alteraria o sistema tarifário do transporte coletivo. Aproximadamente 20% dos eleitores locais participaram da consulta, e a proposta de gratuidade obteve 75,5% dos votos. Desde então, a cidade vem desenvolvendo a maior iniciativa europeia para a implementação de um serviço de transporte coletivo gratuito.

Para ter a gratuidade assegurada, os 420 mil moradores precisam pagar dois euros pelo cartão magnético pessoal que comprova a residência na cidade e dá acesso gratuito aos ônibus, trens e bonde. Em paralelo, o processo envolveu a compra de 70 ônibus novos, a implantação de 15 novas linhas de bonde e a criação de faixas exclusivas para ônibus nas principais avenidas.

Cartão magnético garante a gratuidade no uso do transporte coletivo (Foto: Reprodução)

Além disso, um sistema de informação em tempo real instalado em diversos pontos, cobrindo toda a cidade, indica os horários e trajetos do transporte coletivo. O objetivo de Tallinn, agora, é reduzir as emissões de dióxido de carbono e os índices de ruído do trânsito.

Desde que o novo sistema começou a ser implementado, em janeiro deste ano,já foi possível notar uma série de mudanças. Só nos primeiros quatro meses

  • O uso de transporte público subiu 14% e o de carros caiu 10%;
  • O índice de acidentes de trânsito teve uma queda de 15%;
  • 75% dos moradores de Tallinn estão felizes com a iniciativa;
  • E pelo menos metade da população já utilizou o serviço.
De acordo com a prefeitura, a gratuidade do sistema já custou este ano os 12,4 milhões de euros que seriam arrecadados com a venda dos bilhetes. Parte do valor, no entanto, deve ser compensada com o aumento da arrecadação de impostos da cidade, já que muitas pessoas estão mudando o endereço fixo para a capital estônia, a fim de usufruir o benefício.

Fonte: Cidades Sustentáveis