Bike sharing dentro de casa

O sistema de compartilhamento de bicicletas ganhou as ruas no mundo todo, mas ainda não entrou de vez na rotina da população. Para dar um “empurrãozinho” na mobilidade sustentável, a empresa paulistana Compartibike quer levar o serviço também pra dentro da sua casa.

A vantagem? Não precisa nem sair de casa pra pegar uma bike! “Além disso, é possível acoplar peças de maior qualidade como farol, refletor, buzina, espelho e porta objetos que ficariam sujeitos a furtos se colocados em uma bicicleta que fica o tempo todo na rua”, explica o diretor da Compartibike, Pedro Monteiro.

Chamado de bike sharing condominial, o sistema é inovador por ser totalmente automatizado. “Alguns edifícios em Nova York oferecem bicicletas presas em ‘grelhas’ de metal ou ganchos na parede, mas não há um sistema que faça a gestão dos usuários, empréstimos realizados e a manutenção das bicicletas”, afirma Monteiro.

O primeiro edifício no Brasil a receber o serviço da Compartibike fica em São Paulo. Enquanto não fica pronto, os futuros moradores já podem sentir o gostinho da bike no estande de vendas. (Foto: divulgação)

Mas de nada adianta ter bicicleta sem infraestrutura adequada. O diretor da Compartibike lembra que é fundamental que haja investimento em ciclovias e ciclofaixas e políticas públicas de incentivo ao ciclismo. “O sistema condominial acelera este processo, pois sua utilização aumenta a demanda por esses investimentos”, avalia.

“Disponibilizar o serviço dentro da residência das pessoas vai acelerar o processo de familiarização e percepção dos benefícios da existência de sistemas bike sharing” – Pedro Monteiro, diretor da Compartibike

Pedalar é mais do que fazer exercício, é lançar um novo olhar sobre a cidade e viver com mais qualidade. “Sem contar que poderia economizar R$ 50 bilhões por ano em uma cidade como São Paulo, valor perdido devido ao trânsito conforme a Fundação Getúlio Vargas”, aponta Pedro.

Embora o compartilhamento aconteça no âmbito privado, quem ganha é a cidade, o trânsito, e todas as pessoas que respiram o ar hoje poluído dos grandes centros urbanos. Quem gostou da ideia? Conte pra gente nos comentários!