Virada da Mobilidade: como seria a cidade ideal?

Ciclovia no Parque Ipirapuera, em São Paulo, que foi um dos palcos da Virada da Mobilidade. (Foto: Luísa Zottis / EMBARQ Brasil)

A mobilidade urbana é pauta na cidade de São Paulo esta semana, com a Virada da Mobilidade. A boa notícia é que as bicicletas e priorização dos ônibus estão definitivamente entrando no circuito urbano de São Paulo, com os sistemas bike sharing e faixas exclusivas. Entretanto, muito ainda falta para que as pessoas incorporem, definitivamente, estes elementos, e também o transporte a pé, no dia a dia.

Pensando nisso, o TheCityFix Brasil lançou a questão: como seria a ideal para você viver? Confira o que as pessoas responderam:

Como usuária de carro, gostaria de encontrar mais estacionamentos próximos ao metrô para que eu fizesse a integração. Não basta ter só ônibus perto, porque a qualidade é muito ruim. Portanto, para ir e vir, queria mais conectividade entre os modais.

Angélica Ribeiro, 40 anos, gerente

Temos pouquíssimas ciclovias comparando à dimensão da cidade. Para devolver nossas bicicletas, tivemos que ir até o outro lado do parque Ibirapuera, por exemplo. Eu utilizo o carro particular no meu dia a dia porque as vias não oferecem condições seguras para o ciclista circular, há muitos riscos de acidentes e pouca infraestrutura no local de trabalho como chuveiros e vestiários. Já em relação ao ônibus, usaria se fosse de qualidade.

Luis Villardo, 36, representante comercial

Villardo e os dois filhos utilizam o bike sharing somente para passeio, em função da insegurança de pedalar nas ruas. (Foto: Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

Uma cidade com muito mais transporte público, faixas exclusivas, ônibus circulando 24 horas na cidade para quem necessita, e ciclovias. Faixas de motos também seriam interessante para reduzir acidentes em São Paulo. Acredito que as propostas existem, mas demoram muito para sair do papel.

Raul Assumpção, 22 anos, jornalista

Raul é usuário de transporte coletivo e aspirante à ciclista. (Foto: Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

Gostaria de mais respeito com o pedestre e com o ciclista para eu aderisse à bike. Uso ônibus, então queria mais transporte coletivo e menos trânsito. Eu, por exemplo, levo duas horas para ir e para voltar da região de Interlagos até o Centro.

Paula Telles, 27, analista de sistemas

Falta que a prefeitura perceba que falta estrutura para a bicicleta. A situação está melhorando, mas ainda se vê muito desrespeito com ciclistas. Ter todos os modais, ônibus, bike e metrô, é incrível, mas ainda falta estrutura. Aqui no metrô, tenho que descer escadas com a bicicleta no ombro porque não pensaram nisso, o que uma pessoa de mais idade poderia não ser capaz de fazer. Mas sigo pedalando toda vez que saio de casa e não pretendo parar. Quero uma cidade com mais ciclofaixas; enquanto isso, invento um caminho mais seguro pra mim. Não é impossível andar.  Outra dificuldade é a rua, em função da má qualidade das calçadas. E quem está na cadeira de rodas, ou mesmo quem precisa atravessar a rua? É complicado, esburacado.

Fernanda Machado, 28, designer

Fernanda esperando o metrô na estação Faria Lima, na Linha 4 – Amarela. (Foto: Luísa Zottis/EMBARQ Brasil)

  • Adriana Zottis

    Muito legal a evolução da consciência das pessoas quanto ao transporte alternativo. Até muito pouco tempo atrás, andar de bicicleta nas cidades era algo inconcebível. O movimento tem avançado rápido e, com ele, as possibilidades de um transporte mais sustentável aliado a uma qualidade de vida muito melhor. Parabéns pelas reportagens. O blog está DEZ.

  • Raul Assumpção

    Excelente matéria sobre mobilidade na cidade de São Paulo. Principalmente, do ponto de vista das ciclovias. Acho que como lazer elas têm funcionado bem, mas ainda falta implementá-las no dia a dia para ir trabalhar.