Aplicativos em prol da mobilidade urbana

Estação Barra Funda, São Paulo, em horário de pico (Foto: Fernando Gazzaneo/R7)

As cidades crescem, mas muitas vezes a infraestrutura urbana não acompanha o ritmo desse crescimento. Todos os dias, milhões de pessoas saem de casa sem saber quanto tempo perderão no metrô ou no ônibus ou em que condições realizarão a viagem. E se houvesse uma maneira de saber, antes de sair, como o modal escolhido vai estar naquele horário? Havendo a possibilidade de escolher outros horários de deslocamento, o trânsito teria mais fluidez nas grandes cidades?

Não há como adivinhar, mas, na concepção dos fundadores da empresa francesa Snips, a análise dos padrões que levam o metrô e demais modais de transporte a estarem cheios e/ou congestionados em determinados horários pode ajudar as cidades a crescer de forma mais inteligente. A Snips analisa dados e desenvolve modelos que permitem entender e prever como uma cidade funciona – inclusive quantas pessoas estarão em um vagão de metrô. Se soubermos quais os padrões que determinam os horários de pico, é possível promover uma maior harmonização nos deslocamentos e, consequentemente, contribuir para a mobilidade urbana.  Uma vez descobertos, esses padrões podem ser usados para melhorar todas as questões da vida cotidiana.

Os dois projetos mais bem-sucedidos da Snips são relativos a problemas de mobilidade urbana. Tanto para a questão das vagas de estacionamento nas ruas parisienses quanto para a lotação dos trens da cidade, a empresa criou dois aplicativos que preveem o que está acontecendo em tempo real, sem câmeras ou sensores. No metrô, a empresa reuniu pesquisas de origem e destino dos passageiros, os dados macroeconômicos, pontos de interesse dos usuários e dados demográficos para mostrar, utilizando diferentes cores, o quão cheios estão os trens que vão para determinado destino em determinada hora.


Aplicativo mostra a lotação dos vagões do metrô parisiense (Foto: Snips/reprodução)

Aqui no Brasil também já existem iniciativas que operam nesse sentido. Uma delas é o aplicativo Komutá. O nome, que vem de “como tá?”, já indica: a função é ajudar os passageiros a descobrir como está o transporte público no momento desejado. No caso do Komutá, a plataforma é colaborativa, e são os próprios usuários que fornecem as informações de acordo com as observações que fazem durante seus trajetos diários.

O Komutá está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina). Veja como ele funciona:

Outras opções de aplicativos que você pode usar

Fonte: Catraca Livre