Goiânia projeta novo BRT

Por Priscila Kichler Pacheco

Perspectiva ilustrativa das estações no trajeto do novo corredor (Foto: Reprodução)

Para resolver o problema da mobilidade urbana, o BRT (Bus Rapid Transit) está cada vez mais presente nas médias e grandes cidades brasileiras. Goiânia, capital de Goiás, já é uma delas – e agora planeja a implantação de seu novo corredor BRT Norte-Sul. A cidade, que tem pouco mais de 1,3 milhão de habitantes, pretende, com a obra, evoluir ainda mais o sistema de transporte público goianiense.

A operação deve ter início até o final de 2015 e cortará a cidade de norte a sul entre os Terminais Cruzeiro do Sul e Recanto do Bosque, distantes 21,7 quilômetros, em vias exclusivas e segregadas para a operação dos ônibus. A infraestrutura demandará um investimento de R$ 284 milhões e será formada por seis terminais de integração e 36 estações paradas, para a operação de 28 ônibus articulados e 60 do tipo Padron.

Benjamim Kennedy Machado da Costa, engenheiro e coordenador do projeto, disse à Revista AutoBus que o objetivo com o novo corredor é a melhora do serviço: “Queremos oferecer mais qualidade aos usuários do Sistema Integrado de Transporte Coletivo, além de proporcionar uma opção melhor às pessoas que utilizam veículos individuais”.

A demanda diária de passageiros a ser atendida no início das operações será de 10 mil por sentido nos horários de pico, volume que poderá chegar a 15 mil nos dez anos seguintes. O BRT Anhanguera, que já funciona em Goiânia, liga a capital de leste a oeste em um corredor de 13,6 quilômetros de extensão e atende diariamente 240 mil passageiros. A tarifa, de R$ 1,35, é uma das mais baratas do Brasil.

A sua cidade também já tem ou planeja um BRT? O que você acha que pode mudar com a implantação dos BRTs?

  • Emmerson Kran

    A demora no planejamento desses empreendimentos acarreta enormes prejuízos a população. As últimas intervenções no transporte público goianiense não fizeram diferenças que se possam notar. O eixo norte-sul só terá início no final de 2015. Um bom projeto, mas até lá, muito sacrifício para a população alijada de um processo que deveria ser contínuo e eficiente.