Saiba mais sobre o aeromóvel, sistema que circulará em Porto Alegre a partir de junho

Concebido ainda na década de 70 pelo engenheiro Oskar Coester, o sistema aeromóvel já tem data para iniciar a operação da primeira linha comercial no Brasil. Previsto para junho, o trecho de aproximadamente um quilômetro de extensão ligará a estação do Trensurb de Porto Alegre (RS) ao Aeroporto Internacional Salgado Filho, beneficiando cerca de 7,7 mil passageiros por dia.

Lançamento do veículo ocorreu dia 13. A previsão é de os primeiros testes sejam realizados na próxima semana. (Foto: Trensurb)

Entre as principais características desse sistema destacam-se as seguintes características:

  • Trafegar em via elevada e, dessa forma, não sofrer com a interferência do tráfego local possibilitando, assim, atingir velocidade média operacional elevada. Há previsão de que o trajeto dure 90 segundos o que equivaleria a 40km/h (velocidade um pouco inferior a do metrô de Moscou e igual a do BRT de Istambul – sistemas que apresentam o melhor desempenho em seus respectivos modais);
  • Possuir propulsão pneumática, ou seja, ser movido a ar, funcionando basicamente como uma caravela invertida, onde ventiladores sopram aletas (“pás”) para mover o veículo.

Sistema de propulsão pneumática do aeromóvel.

Dentro dos conceitos de engenharia, o aeromóvel é classificado como um ATP (automated people movers) que tem por característica utilizar veículos de pequena e média capacidade com operação automatizada. A primeira aplicação desta tecnologia foi feita em 1971 no aeroporto internacional de Tampa/EUA e está em funcionamento até hoje. Hoje existem mais de 120 sistemas do tipo operando no mundo, sendo o principal segmento para sua aplicação os aeroportos, também se destacando sua execução dentro de instituições (já houve um projeto para a PUCRS) e centros de lazer, como no caso de Jacarta (onde foi instalado o primeiro aeromóvel no mundo).

Existe também a possibilidade da utilização desses sistemas para o transporte em massa como ocorre em Vancouver com o Skytrain, entretanto isso exige investimentos muito mais expressivos que os atuais R$ 37 milhões/km do projeto porto-alegrense.

Sydney Harbourlink – conecta hotéis e shopping centers no distrito de Darling Harbour e Chinatown. (Foto: Wikimedia)