Eu não sou o trânsito

Como pequenos atos e práticas podem impactar o ritmo das cidades, esse foi o insight para a produção desse curta-metragem premiado, em 2012, no concurso mundial da Siemens sobre sustentabilidade. (Reprodução)

Por Kaiodê Biague

Definitivamente, a história das cidades é marcada pela contradição e o Século XX é um exemplo inquestionável disso. Sob a lógica modernista, um dos mais simbólicos espaços urbanos, a rua, acabou por expulsar o pedestre para ceder espaço ao automóvel em nome da racionalização e funcionalismo. Apesar de toda crítica pós-moderna ainda é possível observar que daquela equação restaram a antítese de um ideal, ou seja, cidades com baixa qualidade ambiental e um trânsito caótico, com não raras exibições de total falta de senso coletivo.

Esses fatos além de adoecerem as cidades também são responsáveis pelo aumento de inúmeras doenças e síndromes contemporâneas em seus habitantes, como o stress e a depressão, por exemplo. Porém, muitas vezes a resposta se encontra em pequenos atos e práticas. Simples questionamentos podem promover mudanças significativas em nosso cotidiano. Segundo o designer Diogo Louzada, sócio da produtora Hemisfério Criativo, a frase “você não está no trânsito, você é o trânsito” foi inspiração suficiente para eles produzirem uma reflexão direta sobre os efeitos que motoristas, pedestres e ciclistas provocam no trânsito.

Por sua simplicidade e objetividade, o curta-metragem “Eu não sou o trânsito” foi um dos premiados no concurso mundial da Siemens sobre sustentabilidade, promovido em 2012.

Kaiodê Biague – estudante de arquitetura pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, designer gráfico autodidata, amante da cultura urbana e sonhador de cidades para as pessoas.

 

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