Conheça o Projeto Piloto de Mobilidade Corporativa CENU-WTC, em São Paulo

Centro Empresarial Nações Unida, do World Trade Center, em SP. (Foto: Fernando Stankuns)

O congestionamento é um problema de todos, não apenas da gestão pública. Pensando nisso, o Banco Mundial está realizando, desde o início deste ano, um projeto piloto junto ao setor privado com o objetivo de melhorar o trânsito na região da Berrini, em São Paulo: o Projeto Piloto de Mobilidade Corporativa CENU-WTC. O WRI – Instituto de Recursos Mundiais, por meio da EMBARQ Brasil (produtora deste blog) e com financiamento da Fundação Caterpillar, está trabalhando com o Banco desde setembro, a fim de consolidar a eficiência do projeto junto às empresas.

Para o primeiro experimento, o Banco escolheu a região da Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, em particular as empresas dos edifícios do Centro Empresarial Nações Unidas (CENU) do World Trade Center (WTC). A opção não foi por acaso: a região é a que tem o maior índice de pessoas se deslocando sozinhas em automóveis, de acordo com a pesquisa Origem-Destino do metrô de São Paulo. Em decorrência, é também uma das recordistas em congestionamentos.

O grande objetivo, então, é incentivar as empresas a promoverem ações que estimulem seus funcionários a utilizarem meios alternativos de transporte. Através da mudança de hábito de deslocamento, todos contribuiriam para diminuir o congestionamento e a poluição do ar na região. Para as empresas, há ganho em produtividade e qualidade de vida dos funcionários, custos e benefícios ambientais.

Para garantir a eficiência do projeto, os criadores fecharam parcerias importantes com instituições ligadas à mobilidade urbana sustentável. Entre elas: Bike Anjo (ajudam com dicas, acompanhamento e recomendação de rotas seguras a quem quer ir pedalando ao trabalho), Caronetas (estimula e facilita carona de forma segura entre os funcionários das empresas), Transfretur (serviço de ônibus fretado), TC Urbes (empresa de desenho urbano que desenvolve melhorias físicas na acessibilidade do transporte alternativo), e Zazcar (aluguel de carro por hora, sem intermediação, em diversos pontos da cidade).

De acordo com o site do projeto,  este piloto tem a possibilidade de se converter num modelo de mobilidade corporativa para toda a cidade de São Paulo. Se for bem-sucedido, o projeto poderá ser replicado em diversas áreas, causando, gradualmente, um impacto significativo no trânsito.

Em um primeiro momento, foram realizadas reuniões com as empresas participantes assim como uma pesquisa detalhada com o comportamento de mobilidade dos funcionários das mesmas. Na próxima fase, que já está em andamento, o Banco Mundial e o WRI trabalham para auxiliar as empresas a elaborarem seus Planos de Mobilidade a partir dos dados coletados na pesquisa e recomendações das organizações. Assim, cada empresa terá um responsável por coordenar este plano com o intuito de facilitar o transporte eficiente e mais sustentável dos seus funcionários.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa do levantamento realizado com os profissionais das empresas do Centro Empresarial Nações Unidas (CENU) do World Trade Center (WTC), em São Paulo. Abaixo, veja alguns dados relevantes apontados no relatório:

Bicicleta

Dos colaboradores que dirigem para o trabalho,  41% iriam de bicicleta. Desses:

  • 77% iriam de bicicleta para o trabalho se houvesse vestiário e armários no local de trabalho
  • 23% iriam de bicicleta se tivessem um companheiro para pedalar ao trabalho

 

Carona

Dos colaboradores que dirigem para o trabalho, 82% iriam carona. Desses:

  • 46% iriam de carona se tivessem uma forma de voltar a casa em caso de emergência (Guaranteed Ride Home)
  • 42% iriam de carona com pessoas do mesmo prédio
  • 30% iriam de carona se tivessem um meio de se locomover ao longo do dia (Zazcar)

 

Ônibus fretado

Dos colaboradores que dirigem para o trabalho,  79% iriam de ônibus fretado. Desses:

  •  72% iriam de ônibus fretado se tivessem mais de uma opção de horário
  • 38% iriam de ônibus fretado se alguém pagasse pelo serviço
  • 36% iriam de fretado se tivessem uma forma de voltar a casa em caso de emergência (Guaranteed Ride Home)
  • 27% iriam de carona se tivessem um meio de se locomover ao longo do dia (Zazcar)

 

Transporte garantido para casa

Ter a garantia de transporte em caso de emergência foi uma forte preocupação manifestada pelas pessoas que costumam dirigir para o trabalho

Se tivessem transporte garantido em caso de emergência (como vouchers de táxi):

  •  46% dos colaboradores que dirigem iriam de carona para o trabalho
  •  36% iriam de ônibus fretado