Os mais pobres pagam pelo congestionamento, diz especialista

Fila interminável no ponto de ônibus

Muitos não têm opção de deslocamento nas grandes cidades da América Latina. (Foto: Pedro Rocha)

Durante conferência no VIII Congresso Internacional de Transporte Sustentável, na Cidade do México, Eduardo Alcântara de Vasconcellos, especialista em transportes e políticas públicas do Brasil, afirmou que o atual panorama das cidades desfavorece os que menos contribuem para os problemas de mobilidade.

Em sua apresentação, o especialista deixou claro que as atuais políticas públicas inibem a equidade social e que os projetos de desenvolvimento sustentável devem ser avaliados com mais rigor, já que são viáveis apenas para os mais ricos e não para a classe pobre, que não tem voz e com quem poucos se preocupam.

Vasconcellos afirmou, também, que as democracias na América Latina são ainda muito frágeis, não tendo uma integração nas políticas públicas propostas pelos governos para criar espaços públicos que promovam a qualidade de vida. Um exemplo deste fato, segundo ele, é que os menos abastados pagam pelo problema de congestionamento gerado pela motorização das cidades:

“Os pobres pagam uma tarifa mais alta no transporte público porque o congestionamento de veículos provoca aumento tarifário, gastos com energia. Eles não vão ter um carro novo, mas o automóvel vai causar um impacto negativo nas suas vidas e bolsos”, explicou Vasconcellos.

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Eduardo Vasconcellos em congresso no México.

Fonte: CTS EMBARQ México