Em São Paulo, ciclofaixa, ciclovia ou ciclorrota?

Ciclista anda entre carros na av. Paulista, no centro de SP; via ganhou ciclofaixa aos domingos e feriados. (Foto: Simon Plestenjak/Folhapress)

Por FolhaSPDados*

Os candidatos a prefeito na capital paulista estão pela primeira vez colocando a bicicleta na pauta das eleições. As promessas incluem a criação de até 400 Km de novas vias e integração de terminais de aluguel de bikes com o bilhete único.

Com o lançamento da nova ciclofaixa de lazer na Avenida Paulista, cuja extensão é de 5km, São Paulo ampliou para 72 km o total deste tipo de via para os ciclistas na cidade.   Embora seja a mais nova, a ciclofaixa da Paulista é a mais curta da cidade: 9 vezes menor do que ciclofaixa sul-oeste, que liga o Parque do Povo, na Cidade Jardim, ao Parque Villa Lobos, no Jaguaré, passando pelo Ibirapuera.

Ciclofaixas de lazer se tornaram o método mais comum para os ciclistas paulistanos ocuparem o espaço urbano. De acordo com a CET, cerca de 100 mil ciclistas circulam nelas aos domingos e feriados. O “bike ativista”, William Cruz, do projeto Vá de Bike, afirma que vê as ciclofaixas de lazer com “ o potencial de criar novos ciclistas, pois muita gente passa em um segundo momento a utilizar a bicicleta também em seus deslocamentos em outros dias e horários”.

Mas o problema, aponta, é que em São Paulo, as ciclofaixas permanentes, ou seja que funcionam fora dos fins de semana, são quase inexistente. Até agora, conta-se  somente a de Moema, com 3,3 km.

Em Londres, as ciclofaixas se tornaram a principal estratégia para integrar os ciclistas aos modais de transporte. Lançadas em Julho 2010, as 12 Superhighways, como são chamadas   atendem a 25 bairros e, cada uma, alcança extensão de 15 km. A meta é aumentar em 400% o número de viagens de bicicleta até 2026 (comparado a 2000), elevando a 500 mil o número de pessoas que utilizam bikes todos os dias

Na Alemanha, na Dinamarca e na Holanda, as ciclovias, especialmente designadas para as bicicletas e separadas das ruas, são a opção principal para acomodar os veículos sobre duas rodas no transporte urbano. Em Berlim, as ciclovias somam 750 km, em Amsterdam, 450Km, e em Copenhague, 350 Km. Em São Paulo, de acordo com os dados fornecidos pela prefeitura, ciclovias têm 54,2 km no total.

Em São Paulo, existem ainda as ciclorrotas:  ruas onde carros, ônibus e bicicletas dividem o mesmo espaço. A prefeitura informa que elas somam 58 Km e estão devidamente sinalizadas. O mapa das ciclorotas elaborado pelo Cebrap em parceria com a prefeitura mostra quais as ruas mais apropriadas para pedalar.

Clique aqui para navegar pelo mapa das ciclorrotas.

*Publicado na Folha de S.Paulo, em 04/09/2012.