Como viver em São Paulo sem carro?

4 milhões de paulistanos gastam em média 90 minutos para ir e voltar do trabalho todos os dias. (Foto: Fernando Coelho)

Este mês, o jornalista Leão Serva e o empresário Alexandre Frankel lançam um livro que contraria a opinião de pelo menos 7 milhões de pessoas que usam carro na capital paulista. A publicação “Como Viver em São Paulo Sem Carro” conta 12 histórias inspiradoras de pessoas que trocaram seus veículos por meios alternativos de mobilidade. Com isso, ganharam qualidade de vida, dinheiro e tempo.

Entre os entrevistados estão personalidades como o ex-jogador de futebol Raí e a escritora de novelas Maria Adelaide Amaral. Desde 2008, Raí se locomove a pé, de bicicleta, ou transporte público. “Eu sou mais feliz desde que parei de guiar. Eu sou mais leve, não tenho de me preocupar onde parar o carro, não penso em multas. Na hora do congestionamento falo no celular e ouço música”, explica.

Os entrevistados também contam quais são seus endereços preferidos na cidade para visitar a pé, de bicicleta ou com transporte público. Além disso, o livro fala sobre o novo conceito de “cidade compacta”, na qual as pessoas buscam, cada vez mais, morar perto dos locais de trabalho, estudo, comércio e lazer. Assim, evitam grandes deslocamentos e tornam seus bairros ainda mais completos.

Sobre esta tendência, o autor comenta que morar no centro de São Paulo, hoje, é mais barato do que na periferia. Os cálculos foram feitos pelo secretário municipal de Habitação de São Paulo, Ricardo Pereira Leite. Isso ocorre devido ao investimento do poder público necessário para criar uma infraestrutura em bairros distantes, como investimento em hospitais, escolas, transporte, água e esgoto. No total, o custo de uma habitação nestes locais é de R$ 141.350.  Já na região central, o gasto é de R$ 131,2 mil, pois já existe infraestrutura adequada.

“Em outras palavras, uma casa popular na periferia custa mais do que no centro. E o mesmo ocorre com as casas de classe média alta. Embora os subsídios públicos sejam menores no custo direto, os condomínios dos subúrbios ricos impõem aos governos a necessidade de criar ou aumentar a infraestrutura viária”, afirma Leão Serva.

Que tal se inspirar nestas histórias e experimentar viver na sua cidade sem carro?

Livro: Como Viver em São Paulo Sem Carro

Editora: Neotropica

Preço sugerido: R$ 31,90

Textos de Leão Serva

Fotos de Claudio Edinger 

Ilustrações de Eva Uviedo

 

O programa Cidades e Soluções da Globo News fez uma reportagem inspirada no livro, acompanhando pessoas que vivem em São Paulo sem carro. Neste link você pode ver o vídeo da reportagem completa: http://globotv.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/t/programas/v/saiba-como-viver-em-sao-paulo-sem-carro/2431760/

 

 Fonte: CicloVivo

  • wilson

    oi moro no centro de sp há 2 anos, sempre tive um certo preconceito do centro, pois achava perigoso, é logico existem lugares perigosos como qualquer lugar, não possuo carro, faço tudo a pé de metro ou onibus, raramente pego taxi, só quando o transporte publico esta muito cheio, antes morava a 19 km do centro, vivia me extressando com o transito, hoje uso o tempo que gastava para estudar ou descansar, se ainda morasse na periferia gastaria cerca de 3 horas (ida e volta) por dia para vir ao trabalho, não me arrependo de me mudar para cá.

    • embarq

      Legal seu depoimento, Wilson! Que bom que está aproveitando seu tempo para fazer coisas que gosta e precisa, de fato. 

  • http://www.facebook.com/glouzada Guilherme Mussoi Louzada

    Eu e uns amigos viemos morar em São Paulo (viemos todos de Porto
    Alegre). Todos nós fizemos intercâmbio e moramos em cidades com
    transporte público de qualidad como Nova Iorque, Zurique e Budapeste.
    Optamos por morar na Consolação, um trabalhava na Faria Lima, eu na
    Barra Funda e outro em Cotia. Todos usamos o transporte público e vamos para o trabalho e
    voltamos sem maiores problemas. No meu caso eu uso uma linha de ônibus
    que me pega na esquina de casa e me larga na frente do trabalho e leva
    30 minutos durante o trajeto. Não tenho saudades de carro pois onde moro
    posso fazer tudo ‘a pé e se preciso de algo mais específico o metrô e
    ônibus me servem muito bem.