Relatório projeta comportamento da economia urbana

600 cidades irão contribuir em US$30 trilhões para o crescimento da economia global até 2025, aumentando o consumo de energia e transportes. (Foto: Rafael Rigues)

Artigo originalmente publicado por , no TheCityFix, em 16/07/2012.

O McKinsey Global Institute, da empresa de consultoria McKinsey & Company, divulgou na semana passada, o relatório “Mundo urbano: cidades e a ascensão da classe consumidora”, detalhando os padrões de consumo das 600 cidades mais economicamente produtivas do mundo. Estima-se que essas 600 cidades – de Lagos a Londres – serão responsáveis por 65% do crescimento econômico mundial líquido em 2025. Destas, 440 estão localizadas no mundo em desenvolvimento e irão contribuir para a metade do crescimento projetado.

Assim, é fundamental fornecer a infraestrutura urbana necessária para comportar estas mudanças maciças de riqueza, com a estimativa de que 600 milhões de pessoas passem de salários de subsistência para a classe consumidora. Alguns dos maiores impactos sobre as cidades incluem uma demanda de 80 bilhões de metros cúbicos de água potável, crescimento de 250% na infraestrutura de transporte em portos para lidar com o aumento das importações, e o espaço para escritórios equivalente ao território da Áustria.

As implicações para a rede de transporte global também é enorme. Os US$ 30 trilhões do crescimento econômico global concentrado nas 600 top-cidades poderão estimular o acréscimo de 700 milhões de automóveis particulares até 2030 – somados a um bilhão de carros que atualmente já circulam pelo Planeta.

Otimizar o tempo perdido em congestionamentos também se tornará cada vez mais vital. De acordo com o Texas Transportation Institute, o congestionamento no trânsito custa aos Estados Unidos (que possui frota de 250 milhões de carros), cerca de US$ 101 bilhões anualmente em combustível e tempo desperdiçados. O relatório McKinsey sugere que para lidar com o crescimento da demanda de transporte pode-se otimizar a eficiência das ruas por meio de medidas como taxação do congestionamento, aumento do transporte público e otimização de energia, que poderão diminuir os atrasos no trânsito em até 30%. Em uma era de financiamento já bem restrita para modos alternativos de transporte, tecnologias acessíveis, como o BRT-Bus Rapid Transit, também irão se tornar cada vez mais cruciais.

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