Projeto prevê ciclovia para a Avenida Paulista

A avenida Paulista precisa de uma ciclovia e o projeto já está em discussão (Foto: Fernando Stankuns)

Por Paulo Finatto Jr.

A avenida Paulista é uma das principais vias de São Paulo. Considerada o centro econômico da cidade, devido à quantidade de empresas e bancos instalados no logradouro, a avenida é reconhecida também como polo cultural e científico, por abrigar o MASP e o Instituto Pasteur, entre outros. Embora milhares de pessoas transitem pela Paulista diariamente, o que poucos sabem é que cerca de mil ciclistas circulam todos os dias pelo local.

A morte da bióloga Juliana Dias, atropelada por um ônibus enquanto pedalava pelo local na semana passada, trouxe à tona uma triste realidade: a avenida Paulista necessita, com urgência, uma ciclovia. Para suprir essa deficiência, a empresa TCUrbes – responsável por projetos como a ciclorrota de Santo Amaro – propôs à prefeitura o projeto de uma. No plano, a Paulista teria a velocidade máxima reduzida de 60 km/h para 40 km/h. Com isso, as pistas para carros poderiam ficar mais estreitas, abrindo assim espaço para a faixa exclusiva para bicicletas. Além disso, os ônibus ficariam no centro da avenida.

O planejador urbano consultado pela Folha de S. Paulo, Thiago Guimarães, concorda com a proposta e atesta a necessidade da ciclovia na Paulista. Entretanto, ele faz apenas uma ressalva quanto à ideia de colocar os ônibus na faixa central da avenida, pois os usuários do transporte público precisariam atravessar a via para chegar à calçada. Para ele, o plano deveria ser mais ousado e propor um sistema de VLTs ou de BRTs. Já o especialista em engenharia de transportes Sérgio Ejzenberg gosta da ideia de um corredor central de ônibus, mas avalia que uma ciclofaixa – quando não há separação física da pista – é mais indicada. “Uma ciclovia será tomada por pedestres nas esquinas, enquanto aguardam o sinal”, pondera.

Ao todo, a cidade de São Paulo tem hoje pouco mais de 50 km de vias exclusivas para bicicletas, entre ciclovias e ciclofaixas. O número é considerado pouco por todos os especialistas consultados pelo jornal. Os detalhes do projeto sugerido pela TCUrbes podem ser conferidos no infográfico abaixo:

Fonte: Folha de S. Paulo

  • http://twitter.com/prips_santos Priscilla Santos

    Reduzir a velocidade de 60 km/h para 40 km/h pode ser um grande tiro no pé. Estreitamento de faixas somente causa mais acidentes, e o perigo é constante, como o trecho da Bernardino de Campos até a Domingo de Morais. Acredito que é perfeitamente possível utilizar parte do espaço das calçadas da Paulista (que são bem largas) para construção de uma ciclovia decente.

    • Felipe Adm Ufpr

      deus o livre, priscilla… meio errada sua opinião, acho.