Novo relatório: “A vida e a morte das rodovias urbanas”

Cheonggyecheon, na Coreia do Sul, antes era uma avenida expressa que poluía a cidade. Hoje é um grande espaço de convívio. (Foto: Sarah Kim)

Se o século XX ficou marcado pela construção de rodovias, o século XXI pode ser conhecido por destruí-las. O novo relatório “A vida e a morte de rodovias urbanas”, produzido conjuntamente pelo Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) e a EMBARQ, reavalia as condições específicas de quando faz sentido construir uma rodovia urbana e de quando faz sentido destruí-la.

Depois de décadas de construção e manutenção de rodovias urbanas, muitas cidades estão optando por desfazê-las ao invés de repará-las ou mantê-las. Cinco dessas cidades estão presentes no relatório: Portland, Oregon; São Francisco, Califórnia; Milwaukee, Wisconsin; Seul, Coreia do Sul; e Bogotá, Colômbia. Estas cidades demonstram os benefícios sociais, econômicos e ambientais que foram acumulados quando rodovias urbanas foram removidas e repensadas.

Como Peter Park, ex-diretor de planejamento de Milwaukee durante a remoção da rodovia Park East, escreve no prefácio: “Já que o relatório a seguir trata de rodovias urbanas, mais importante, é que trata de cidades e pessoas. É sobre a visão de comunidade e de liderança necessária no século XXI para superar a destruição, deslocamento e desconexão de bairros causados por rodovias nas cidades.”

Nos últimos 50 anos, dezenas de milhares de quilômetros de rodovias urbanas foram construídas ao redor do mundo. Muitas estão chegando agora ao fim do seu ciclo de vida. Isso está levando muitas cidades, não apenas nos Estados Unidos, a questionar o lugar de grandes rodovias em áreas urbanas e se elas merecem mais investimentos ou, o contrário, a remoção. Atualmente, algumas das rodovias urbanas que foram construídas nesse período estão sendo destruídas, enterradas ou transformadas em ruas largas e arborizadas. Enquanto cidades do mundo todo lidam com o congestionamento, o crescimento e o declínio, os estudos de caso destacados neste relatório inovador mostram o que pode ser feito quando uma rodovia já não faz mais sentido.

Faça o download do relatório completo aqui.

Fonte: EMBARQ