Buenos Aires restringe circulação de carros no centro

Carros não poderão circular entre 11h e 16h no Microcentro da capital argentina (Foto: Paula Soler-Moya)

Buenos Aires é a mais nova cidade sul-americana a adotar uma medida que vai contra a antiga lógica de priorizar os carros ao invés das pessoas dentro do espaço urbano. A capital argentina decidiu proibir a circulação de carros privados no conhecido Microcentro, em arredores da Praça de Maio, das 11h às 16h.

A decisão tem o objetivo de diminuir a carga de poluentes no ar da região e estimular as pessoas a caminharem e conviverem nos novos espaços, sem os automóveis. Nessa primeira etapa de transição, fiscais de trânsito estão no local para alertar os motoristas sobre as mudanças e lembrar que a proibição começa a valer a partir de 6 de fevereiro.

Os agentes também estão entregando folhetos explicativos sobre como os moradores da região podem conseguir permissão de circulação. Já carros a serviço, como táxis, ambulâncias e transporte público estão autorizados e continuam circulando sem restrição.

Ilustração aponta ruas que terão trânsito restrito no centro de Buenos Aires, Argentina

“Evaporação do tráfego” pode ser o próximo passo

A decisão aproxima Buenos Aires de uma medida mais efetiva para desestimular o uso do carro, o fenômeno conhecido como “evaporação do tráfego”. A partir desta nova lógica, ruas são permanentemente fechadas para passagem de carros e as pessoas se apropriam do espaço urbano.

Cidades como Nova York (EUA) e Arequipa (Peru), que apresentamos na nossa série Cities in Focus, apostaram no fenômeno e bloquearam algumas ruas centrais para os automóveis. Assim, as pessoas ganharam espaço de convivência com qualidade, menos poluição sonora e do ar.

E o que você acha dessa medida de fechar ruas para solucionar problemas de trânsito? Dê sua opinião!

  • Paulo Albuquerque

    Eu gostaria que as autoridade aqui em Manaus/AM fizesse isso também. A cidade é para pessoas não somente para carros!

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  • Fabiana

    Concordo Paulo, enquanto os governos e a própria população não priorizarem os meios não-motorizados estamos reféns de poluição e baixa qualidade de vida…