Pesquisa aponta nível de insatisfação no trânsito em grandes cidades

Escala de insatisfação no trânsito das 20 cidades pesquisadas em 2011 (Ilustração: IBM)

O estresse, a raiva e a frustração estão aumentando no mundo, por causa do trânsito intenso. Apesar de não surpreender, essa foi a conclusão-chave do IBM Global Commuter Pain Survey 2011 sobre deslocamentos em horário de pico em 20 das principais cidades economicamente ativas nos seis continentes. São elas: Montreal (Canadá), Londres (RU), Chicago (EUA), Estocolmo (Suécia), Toronto (Canadá), Nova York (EUA), Madri (Espanha), Paris (França), Los Angeles (EUA), Buenos Aires (Argentina), Singapura (Rep. Singapura), Milão (Itália), Moscou (Rússia), Nova Déli (Índia), Bangalore (Índia), Joanesburgo (África do Sul), Nairóbi (Quênia), Pequim (China), Shenzhen (China) e Cidade do México (México).

O estudo, que é realizado anualmente, mostra que as queixas dos motoristas não param de crescer, embora os trajetos e as infraestruturas tenham melhorado significativamente no último ano. Durante a pesquisa, os investigadores mapearam o tempo que os motoristas demoram nos trajetos casa-trabalho/escola-casa e o tempo médio que estão presos no trânsito, de acordo com os seguintes pontos: preço do combustível, tráfego, arranca-e-pára, estresse e raiva.

O resultado final revelou uma disparidade grande entre as cidades analisadas. Montreal foi a cidade apontada com a melhor e mais acessível infraestrutura de mobilidade urbana, seguida por Londres e Chicago. Já a Cidade do México, Shenzhen e Pequim ficaram no extremo oposto.

No geral, a pesquisa aponta que os deslocamentos diários de casa para o trabalho e vice-versa afetaram negativamente, no último ano, a saúde de 69% dos entrevistados, direta ou indiretamente. 45% revelaram aumento dos níveis de estresse e 35% de raiva. Os problemas respiratórios devido ao congestionamento foram mais evidentes na China e na Índia.

Além do prejuízo em saúde, os entrevistados reclamaram do baixo rendimento pessoal e profissional gerado pelos sentimentos negativos que o trânsito caótico desperta. Entre os entrevistados, 86% em Pequim, 87% em Shenzhen, 70% em Nova Deli e 61% em Nairobi classificam o congestionamento de tráfego como o inibidor chave para o sucesso profissional ou um bom desempenho escolar.

Cidade do México teve o pior índice (Foto: Reid Gilman)

Na Cidade do México, por exemplo – apontada como o pior índice de satisfação de trânsito – 67% das pessoas que responderam ao questionário admitem que, no último mês, decidiram ficar pelo menos um dia em casa para evitar o congestionamento. Em média, são justamente os condutores da Cidade do México, juntamente com Nairóbi, Joanesburgo, Pequim, Bangalore e Moscou que passam mais tempo na rua para chegar ao seu local de trabalho ou escola: 36 minutos ou mais.

Transporte público é solução

Com toda insatisfação com os veículos particulares, o transporte público ganha força como alternativa. Os resultados da pesquisa refletem uma maior disposição para usar o transporte público e a tecnologia para melhorar o tráfego nos horários de pico.

No geral, 41% acredita que melhorar a rede de transportes públicos ajudaria a reduzir os congestionamentos. As cidades emergentes, como Nairobi, Cidade do México, Shenzhen, Buenos Aires e Pequim mostraram maior tendência dos habitantes em utilizar os sistemas de transporte público, o que pode ajudar a aliviar os congestionamentos nestas cidades no futuro.

Acesse aqui mais dados sobre a IBM Global Commuter Pain Survey 2011.

Abaixo, veja o vídeo que a IBM produziu para chamar atenção para o problema de saturação de veículos e também propor soluções inteligentes de mobilidade nos grandes centros urbanos:

 

Fonte: IBM News