Pesquisa aponta índices de mobilidade sustentável no país

Excesso de carros e poucas opções de transporte não-motorizado deixam São Paulo na última colocação (Foto: Fernando Stankuns)

São Paulo, a maior cidade da América Latina, tem o pior indicador de mobilidade urbana sustentável do Brasil. O dado foi apontado por um estudo divulgado ontem (13) pelo portal Mobilize, que avaliou uma série de fatores que influenciam na qualidade do deslocamento das pessoas em nove capitais: Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Natal, Salvador, Porto Alegre, Cuiabá e São Paulo.

Atribuindo notas de 0 a 10 para o nível de mobilidade urbana sustentável, a pesquisa mostra o Rio de Janeiro como o melhor colocado no ranking, com média geral de 7,9. Em segundo lugar, aparece Curitiba, que recebeu nota 7,0, bem à frente do 3º lugar, Brasília (5,9). Em seguida, vieram as cidades de Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Natal, com avaliações médias entre 3 e 4. Por fim, aparecem Cuiabá com 2,4 e a capital paulista com apenas 2,0.

Os critérios de avaliação envolveram questões como porcentagem de ônibus municipais acessíveis a pessoas com deficiência física; mortos em acidentes de trânsito (por 100.000 habitantes) por ano; extensão de vias adequadas ao trânsito de bicicletas em relação à extensão do sistema viário; razão entre a renda média mensal e a tarifa simples de ônibus urbano; razão entre o número de viagens por modos individuais motorizados de transporte e o número total de viagens.

De acordo com os produtores do Mobilize Brasil, o conceito de mobilidade sustentável engloba todos estes critérios e prioriza os deslocamentos coletivos, não-motorizados (como uso de bicicletas) e acessíveis a todos. Por isso, cidades como Rio e Curitiba se destacam na listagem – lembrando que a capital carioca possui a maior rede cicloviária do país, com 240 km de extensão. Já centros como São Paulo e Cuiabá, que possuem poucas opções de ciclovias e sofrem com a saturação de número de veículos e altos índices de poluição do ar, figuram no final da lista.

A ideia é repetir a pesquisa anualmente para monitorar as mudanças que estão sendo feitas na área. Além do mais, ao final do relatório existem críticas detalhadas sobre a atual situação de cada capital avaliada. Dessa forma, a iniciativa passa a ser uma grande ferramenta para estimular ações públicas efetivas nas cidades que ainda estão com nível de mobilidade sustentável bem abaixo do esperado para a demanda existente, como o caso da capital paulista.

Acesse o estudo completo aqui.

  • Lfeling

    Boa noite, não consigo acessar ao estudo completo, agradeço indicações.

    • Anónimo

      Olá, já corrigimos o erro no link! Agora o estudo está acessível.