Paris testa sistema de aluguel de carros elétricos

Já existem 66 modelos de teste circulando pelas ruas da capital francesa. (Foto: Divulgação)

Já há algum tempo o país de Nicolas Sarkozy vem trabalhando para implementar soluções sustentáveis para o problema de mobilidade. Além do conhecido Vélib, de aluguel de bicicletas, Paris agora está testando o sistema Autolib, de aluguel de carros elétricos (parecido com o de Amsterdã), que pretende diminuir os congestionamentos na capital e os índices de emissão de poluentes.

Desde o iníco deste mês, a prefeitura colocou à disposição 66 Bluecars (apelido dos carros) em pontos estratégicos, onde qualquer pessoa que possua habilitação pode retirar e utilizar o veículo no perímetro da cidade. Nos pontos de retirada, também existem postos de reabastecimento das baterias de lítio presentes nos veículos, que acomodam até quatro pessoas. Para utilizar o serviço, os usuários terão de pagar mensalidade que varia de 10 a 140 euros, dependendo do plano de uso.

Bateria de lítio é recarregada em estações simples instaladas nas ruas (Foto: Francisco Gonzalez)

A ideia da inserção do aluguel de carros elétricos compartilhados é estimular os parisienses a abandonarem de vez os veículos pessoais e passarem a usar os Autolibs somente nos trajetos mais longos. Um fator importante é que mais da metade da população da cidade não tem carro. Com mais esta alternativa “limpa”, espera-se que os problemas de congestionamentos minimizem, assim como a poluição do ar de Paris.

Todo projeto foi liderado pelo prefeito Bertrand Delanoë, com investimento do empresário Vincent Bollore, amigo do presidente Nicolas Sarkozy. O conglomerado de Bollore desenvolveu um carro ultracompacto, com autonomia de 250 km e velocidade máximo de 130 km/h. O empresário  espera usar o projeto como vitrine para a tecnologia que desenvolveu na área de conservação de energia e projeta lucros em um prazo de sete anos.

A fase de teste do sistema segue durante os próximos dois meses, antes do começo das operações normais em dezembro.

Fonte:  Estadão e Zero Hora