Lisboa repensa expansão do metrô

Projeto passará por novas análises ambientais e sociais. (Foto: Antonio Rull)

Enquanto muitas cidades ainda pensam em solucionar seus problemas de mobilidade com o metrô, Lisboa apontou para o caminho inverso. Nesta quinta-feira (08), a capital portuguesa colocou um freio no projeto de expansão do Metropolitano, que tinha previsão de entrega até 2020, segundo informou o presidente da empresa pública, Cardoso dos Reis.

Apesar de servir a mais pessoas, a expansão do sistema subterrâneo significa mais desgaste ambiental e pesados custos para os cofres públicos. Pensando nisso, o projeto passará por nova análise para que se identifique as prioridades das mudanças e as necessidades reais dos lisboenses.

O principal foco será na questão ambiental e econômica, já que o governo local tem compromisso selado com a sustentabilidade, inclusive já tendo adotado medidas de redução do tráfego em zonas centrais e apoiado o uso de veículos elétricos. As medidas vão de encontro com o desejo do secretário dos Transportes, Sérgio Monteiro, de reduzir a poluição no ar e tornar o sistema de transporte público de Lisboa sustentável até o próximo ano.

Para isso, muitas mudanças devem vir pela frente. A empresa pública responsável pela operação do metrô confirmou que isso altera os prazos e execução das obras, dependendo agora deste novo relatório mais “green” que deve ser apresentado. “A sustentabilidade do sistema é um objetivo que nós temos há muitos anos. É um objetivo que estamos tentando alcançar. Ele é alcançável com pressupostos que agora serão debatidos”, confirmou Cardoso dos Reis ao Jornal de Negócios.

Vale lembrar que a expansão não foi descartada, mas a decisão de parar e repensar seu sistema de transporte público mostra que Lisboa está aberta a traçar caminhos mais verdes para sua mobilidade em breve.

Fonte: Jornal de Negócios

  • http://cidadania.pazu.com.br/ Marcus Brito

    Situação perigosa. Os governo português usa e disfarce verde para adiar os planos de expansão do metrô, mas o verdadeiro motivo é a redução dos gastos públicos, imposta pela UE.

    Ao invés de melhorar o sistema de transporte e consequentemente a qualidade de vida para uma grande parte da população, o gasto certamente vai ser eliminado ou redirecionado para programas de incentivo ao consumo, com certeza incluindo a indústria automobilística.